Vendas da Jerónimo Martins aumentam 7,6% e atingem 36 mil milhões

O grupo Jerónimo Martins, conhecido pelos supermercados Pingo Doce e pelo grossista Recheio, anunciou um crescimento nas suas vendas de 7,6%, atingindo um total de 36 mil milhões de euros. Este resultado foi revelado no relatório financeiro publicado pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) após o fecho da bolsa de Lisboa. O EBITDA, que representa os resultados antes de impostos, também registou um aumento significativo de 11,1%, alcançando 2,5 mil milhões de euros.

O resultado líquido da empresa fixou-se em 646 milhões de euros, enquanto o fluxo de caixa atingiu 537 milhões. Apesar de um programa de investimento de 1,2 mil milhões de euros e do pagamento de dividendos, a Jerónimo Martins terminou o ano com um encaixe líquido de 866 milhões de euros, excluindo o impacto do IFRS16.

Em Portugal, o desempenho do grupo foi positivo, embora os consumidores se mostrem cada vez mais sensíveis aos preços e promoções. A cadeia Pingo Doce, por exemplo, registou um crescimento de vendas de 5,3%, totalizando 5,3 mil milhões de euros. Este crescimento foi impulsionado pela estratégia “All About Food”, que se centra em refeições prontas e produtos frescos. A empresa planeia abrir cerca de 10 novas lojas e renovar aproximadamente 40.

A rentabilidade também evoluiu favoravelmente, com o EBITDA a crescer 8,5% e a margem a atingir 6,0%. Durante o ano, foram remodeladas 52 lojas e abertas nove novas, resultando em um aumento líquido de oito pontos de venda.

No que diz respeito ao grossista Recheio, este destacou-se pela sua atuação no canal Horeca e pela expansão da rede Amanhecer, que agora conta com 758 lojas, um aumento de 52 em relação ao ano anterior. O crescimento foi sustentado por uma proposta de valor que combina preços competitivos e qualidade.

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Na Polónia, onde a cadeia Biedronka continua a liderar, as vendas ultrapassaram os 25 mil milhões de euros, com um crescimento de 7,5%. O EBITDA também aumentou, atingindo 9,8%, com uma margem de 7,9%. Este desempenho foi suportado por um aumento do volume de vendas, expansão da rede e rigor na gestão de custos.

Em 2025, a Biedronka celebrou o seu 30.º aniversário, abrindo 181 novas lojas e renovando 200. A cadeia de saúde e beleza Hebe também teve um desempenho positivo, com um crescimento de 7,4% em vendas, totalizando 626 milhões de euros.

Na Colômbia, a operação Ara destacou-se com um crescimento de 17,4% em moeda local, atingindo 3,2 mil milhões de euros. O EBITDA subiu 37,6%, com a margem a melhorar para 4,1%. A empresa abriu 225 lojas, elevando a sua rede para mais de 1.650 localizações, mantendo uma proposta de valor centrada em preços baixos e promoções.

Para 2026, a Jerónimo Martins antecipa um ambiente desafiante, marcado por incertezas geopolíticas e consumidores focados na poupança. A estratégia do grupo mantém-se: reforçar a competitividade de preços, investir na rede de lojas e logística, e apostar na inovação de sortido, especialmente em marcas próprias. O plano de investimento deverá manter-se nos 1,2 mil milhões de euros, com cerca de 200 novas lojas previstas, numa trajetória que privilegia o crescimento sustentável e rentável.

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Jerónimo Martins Jerónimo Martins Nota: análise relacionada com Jerónimo Martins.

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Fonte: Sapo

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