Durante o Bootcamp de Marketing promovido pela Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa, Andreia Vaz, responsável pela marca e experiência do cliente da Worten, partilhou reflexões sobre a importância do propósito das marcas. Segundo ela, mais do que a notoriedade, é fundamental que as marcas construam uma reputação sólida que ressoe com as necessidades da sociedade.
Vaz enfatizou que a confiança nas marcas é gerada através da consistência e coerência. “As marcas devem comportar-se como pessoas. Se uma pessoa muda de comportamento constantemente, a confiança das pessoas à sua volta diminui”, explicou. Essa relação de confiança é essencial para que as marcas se destaquem num mercado cada vez mais competitivo.
A reputação é um dos pilares fundamentais que as marcas devem gerir. Andreia Vaz sublinhou que o marketing desempenha um papel crucial na construção dessa reputação, que não se limita apenas à publicidade, mas também abrange o atendimento ao cliente. “Todo o marketing trabalha para criar reputação à marca”, afirmou.
Um propósito social claro é a base para a confiança e reputação das marcas. “As marcas que não têm um propósito social vão sempre ter menos força do que as que têm”, alertou. É essencial que as marcas compreendam o que significa ter um propósito e como aplicá-lo de forma eficaz. “Não interessa nada ter um propósito que não é relevante para ninguém”, concluiu.
Para que as marcas sejam verdadeiramente relevantes, é necessário um entendimento profundo do que está a acontecer na sociedade e quais são as tensões culturais que afetam os consumidores. A cultura, juntamente com a coragem e a consistência, é um dos três aspectos fundamentais que contribuem para a confiança nas marcas. “As marcas que crescem ao longo do tempo são aquelas que se mostram relevantes no seu contexto cultural”, destacou.
A coragem de assumir uma posição em momentos críticos é igualmente importante. Andreia Vaz exemplificou a EDP, que se destacou na transição energética, como uma marca que soube comunicar de forma relevante. No entanto, é preciso cautela. “É crucial avaliar se é relevante falar em determinados momentos”, advertiu.
A consistência no comportamento das marcas também é vital, especialmente em tempos de crise. “Marcas com uma longa história de comportamento consistente geram uma confiança forte”, explicou. Em situações de deslizes, a autenticidade e a transparência são fundamentais. “Pedir desculpa publicamente geralmente funciona bem com as pessoas”, afirmou.
A afinidade é o ponto de partida para a confiança. “Se não há afinidade, a marca nunca gerará confiança”, concluiu. Com a crescente utilização da inteligência artificial no marketing, Andreia Vaz alertou para a necessidade de garantir que a informação seja relevante para os consumidores. “Quando isso não acontece, é mais difícil construir confiança”, destacou.
Em suma, para que as marcas construam uma reputação sólida e conquistem a confiança dos consumidores, é essencial que compreendam a cultura, tenham coragem para se posicionar e mantenham uma consistência no seu propósito.
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Fonte: ECO





