Milhares manifestam-se em Madrid e Valência contra a guerra

No passado sábado, cerca de 4.000 pessoas, de acordo com os organizadores, participaram em protestos em Madrid e Valência, expressando a sua oposição à guerra e à intervenção militar dos Estados Unidos e de Israel no Médio Oriente. As manifestações, convocadas pela Assembleia Internacionalista de Madrid e por movimentos sociais em Valência, tiveram como lema principal “Não à guerra”.

Em Madrid, os manifestantes percorreram as principais ruas da capital, desde a estação de Atocha até à Porta do Sol, onde entoaram gritos de ordem contra a escalada bélica na região. Faixas com mensagens como “Paz” e “Não à guerra” foram exibidas, refletindo o desejo de um fim imediato ao conflito. O porta-voz da Assembleia Internacionalista sublinhou a necessidade de interromper a escalada militarista, pedindo um embargo de armas a Israel, que considerou um dos principais intervenientes na situação atual.

“Acreditamos que esta escalada deve ser parada, pois só nos leva a mais guerras e à destruição. É um cenário que não faz sentido e que serve apenas os interesses de uma minoria que deseja perpetuar o conflito”, afirmou o porta-voz durante a manifestação. O protesto em Valência teve um tom semelhante, com os participantes a condenarem a aliança militar entre Israel e os Estados Unidos, que consideram uma violação do direito internacional e da soberania dos povos.

Os organizadores da manifestação em Valência, que contou também com milhares de participantes, afirmaram que se opõem a qualquer intervenção militar que desrespeite a soberania dos povos. Denunciaram ainda que o aumento da despesa militar implica cortes em direitos sociais, uma preocupação que ressoou entre os manifestantes.

Ambas as manifestações foram uma clara demonstração de descontentamento com a situação no Médio Oriente e com a passividade da comunidade internacional face a esta crise. O protesto contra a guerra em Madrid e Valência reflete um sentimento crescente de que é necessário encontrar soluções pacíficas e respeitosas para os conflitos globais.

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Fonte: Sapo

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