Avaliação bancária das casas em Portugal sobe 17,2% em fevereiro

O valor atribuído pelos bancos às casas em Portugal registou um aumento significativo no segundo mês do ano. De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), a avaliação bancária das habitações subiu 17,2% em fevereiro, comparativamente ao mesmo mês do ano anterior. O valor mediano de avaliação atingiu os 2.122 euros por metro quadrado, o que representa um acréscimo de 17 euros em relação a janeiro.

Apesar do aumento no valor das avaliações, o número total de avaliações realizadas pelos bancos diminuiu. Em fevereiro, foram contabilizadas cerca de 29,6 mil avaliações, o que representa uma queda de 5,4% em relação ao mês anterior e uma descida de 15,6% em termos homólogos. Esta tendência pode indicar uma certa cautela por parte dos bancos na concessão de crédito à habitação.

A Península de Setúbal destacou-se como a região com o maior crescimento no valor das avaliações bancárias, com um aumento de 26% em fevereiro. Esta área inclui locais valorizados como Comporta e Tróia. Curiosamente, não houve nenhuma região em Portugal que tenha registado uma diminuição no valor das avaliações.

No que diz respeito aos apartamentos, a valorização foi ainda mais acentuada, com um aumento homólogo de 21,9%. O valor mediano de avaliação bancária para os apartamentos subiu para 2.478 euros por metro quadrado. Os preços mais elevados foram observados na Grande Lisboa, onde a avaliação média atingiu 3.298 euros, e no Algarve, com 2.856 euros.

As tipologias de apartamentos T1, T2 e T3 também registaram aumentos significativos. O valor mediano dos T1 subiu 27 euros, atingindo 3.126 euros por metro quadrado, enquanto os T2 e T3 aumentaram 31 euros e 36 euros, respetivamente, para 2.560 euros e 2.157 euros por metro quadrado. Juntas, estas tipologias representaram 92,8% das avaliações de apartamentos realizadas neste período.

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As moradias, por sua vez, apresentaram um crescimento mais moderado de 13,5%, com um valor médio de 1.529 euros por metro quadrado. As áreas da Grande Lisboa e do Algarve também se destacaram, com valores de avaliação superiores a 2.700 euros.

Em termos regionais, a Grande Lisboa, o Algarve e a Península de Setúbal apresentaram valores de avaliação superiores à mediana nacional em 52,4%, 32,8% e 23%, respetivamente. Em contraste, as regiões de Terras de Trás-os-Montes, Beiras e Serra da Estrela, e Alto Tâmega e Barroso apresentaram os valores mais baixos em relação à mediana do país, com descidas que variam entre 50% e 52,5%.

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Fonte: ECO

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