É uma ideia comum entre os adeptos de futebol: a crença de que, quanto mais um clube investe em jogadores, mais chances tem de vencer. No entanto, uma análise recente do ECO às últimas seis épocas desportivas sugere que esta relação é, na verdade, bastante complexa. O estudo revela que o sucesso desportivo não depende apenas do volume de investimento, mas também da qualidade das contratações e de outros fatores que vão além das transferências.
Durante este período, o Benfica destacou-se como o clube que mais investiu em jogadores, liderando os gastos em cinco das seis temporadas analisadas. O Sporting, por sua vez, foi o que mais gastou na época 2021/22, ano em que conquistou o campeonato. Apesar do elevado investimento, o Benfica conseguiu apenas um título de campeão durante esses seis anos, enquanto o Sporting e o FC Porto somaram três e dois títulos, respetivamente.
É importante notar que olhar apenas para os gastos pode ser redutor. A análise também considera a margem entre compras e vendas, que indica se um clube está a investir de forma sustentável. Um clube pode gastar muito, mas se vender ainda mais, pode estar a desvalorizar a sua equipa. A pesquisa identificou que todos os três grandes clubes portugueses lideraram a margem entre compras e vendas em diferentes anos, o que sugere que a gestão financeira é tão crucial quanto o investimento em jogadores.
Ao cruzar os dados de investimento e a margem financeira, o Benfica aparece em primeiro lugar em sete ocasiões, seguido pelo Sporting e pelo FC Porto. Apesar do investimento superior, o Benfica não conseguiu traduzir isso em títulos, o que levanta questões sobre a eficácia das suas estratégias de contratação.
Além disso, a análise revela que, nos últimos anos, os clubes têm gasto cada vez mais para conquistar pontos no campeonato. Na época 2021/22, cada ponto conquistado pelos três grandes custou, em média, 400 mil euros. O FC Porto, que foi campeão nessa temporada, foi o que menos gastou por ponto. Já na época 2022/23, o Benfica, que se sagrou campeão, investiu 1,31 milhões de euros por ponto, um valor que, embora elevado, ficou abaixo do recorde de 1,5 milhões de euros na temporada 2020/21, em que o Sporting conquistou o título.
Em suma, a análise indica que o investimento no futebol não garante, necessariamente, o sucesso desportivo. A qualidade das contratações e a gestão financeira são fatores igualmente importantes. Leia também: O impacto da gestão financeira no sucesso desportivo.
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Fonte: ECO





