O arrendamento de quartos em casas partilhadas em Portugal registou um aumento de 8% no segundo trimestre de 2024, comparado com o mesmo período do ano anterior, de acordo com uma análise do idealista, um marketplace imobiliário. Este crescimento segue uma tendência de valorização que já se fazia sentir, uma vez que no trimestre anterior os preços tinham subido 4%.
Dos 20 concelhos analisados, 13 apresentaram aumentos significativos nos preços dos quartos para arrendar. Bragança foi a localidade onde os preços mais dispararam, com um aumento de 15% em relação ao ano passado. Outros concelhos que também registaram subidas acentuadas foram a Guarda (13%), Castelo Branco (13%), Coimbra (12%), Ponta Delgada (10%) e Funchal (10%). Viseu e Viana do Castelo apresentaram aumentos de 8%, enquanto Vila Real, Évora, Portalegre e Leiria tiveram subidas de 4%. Setúbal, por sua vez, viu um aumento de 3%.
Em contraste, algumas cidades como Aveiro, Beja, Braga, Faro, Lisboa e Santarém mantiveram os preços estáveis durante o período analisado. O Porto foi a única cidade onde os preços dos quartos para arrendar desceram, com uma redução de 3% no segundo trimestre.
Lisboa continua a ser a cidade mais cara para arrendar quartos, com preços a rondar os 550 euros mensais. Seguem-se o Funchal (440 euros/mês), o Porto (430 euros/mês), Faro e Ponta Delgada (ambos a 400 euros/mês) e Setúbal (375 euros/mês). Cidades como Aveiro, Viana do Castelo, Évora, Braga e Coimbra apresentam preços que variam entre 300 e 360 euros mensais. Para quem procura opções mais económicas, Leiria, Viseu, Castelo Branco, Vila Real, Portalegre e Beja têm quartos disponíveis por 250 euros ou menos.
A análise também revela que arrendar quartos não é uma opção exclusiva para estudantes. Cada vez mais, jovens profissionais nos seus primeiros anos de carreira optam por esta solução, dada a dificuldade em suportar os custos de uma casa própria nas grandes cidades. Esta tendência de partilhar casa é vista como uma forma de promover a independência, especialmente entre aqueles que desejam sair da casa dos pais. É expectável que esta procura por arrendar quartos continue a crescer nos próximos anos.
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Fonte: Sapo





