Os quatro ativistas repatriados de Gaza, que foram detidos por Israel no último domingo, terão de arcar com o custo da sua viagem de regresso a Portugal. Esta decisão gerou críticas por parte de Mariana Mortágua, que não hesitou em manifestar a sua indignação nas redes sociais. “Um governo decente mandaria a fatura ao genocida”, afirmou, revelando que, apesar de tudo, irá pagar o bilhete. Mortágua ainda acrescentou que esta situação comprova que existem “ministros sem espinha”, referindo-se ao ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel.
A notícia sobre a obrigação dos ativistas repatriados de suportar o custo da viagem foi divulgada na terça-feira, coincidindo com o regresso de Mariana Mortágua à campanha para as autárquicas, após mais de um mês de ausência, que levou à sua substituição temporária no Parlamento. Durante uma conferência de imprensa em Leiria, Mortágua expressou o seu agradecimento ao cônsul e à embaixadora em Israel pelo apoio prestado aos ativistas, mas não poupou críticas ao Governo pela falta de apoio político.
“Quero aproveitar para fazer um agradecimento público ao acompanhamento consular que nos foi dado. Ao cônsul e à embaixadora, que prestaram todos os serviços e apoio necessário. Contudo, não estendo este agradecimento ao Governo nem ao apoio político”, declarou a líder do Bloco de Esquerda.
Mortágua lamentou ainda as ações políticas do Governo português em relação à Palestina e as declarações feitas sobre a flotilha humanitária. “Queria que estas declarações encerrassem este tema, para que possamos focar nas autárquicas”, acrescentou, mas a questão da fatura da viagem levou-a a criticar novamente Paulo Rangel, o chefe da diplomacia portuguesa.
A situação dos ativistas repatriados levanta questões sobre a responsabilidade do Governo em apoiar os cidadãos portugueses em situações complicadas no estrangeiro. A falta de um apoio mais robusto por parte das autoridades portuguesas pode ser vista como um sinal de fragilidade na política externa do país.
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Fonte: Sapo





