Orçamento de Portugal é “frágil” e “otimista”, alerta Óscar Afonso

Óscar Afonso, economista e diretor da Faculdade de Economia do Porto (FEP), expressou preocupações sobre o orçamento de Portugal, considerando-o “muito frágil” e “otimista”. Segundo Afonso, as metas estabelecidas dependem de previsões que parecem desenhadas para gerar um excedente orçamental, mas que não refletem a realidade económica do país. Ele sublinha que o orçamento atual é um “orçamento de fim de festa”, que revela um dilema entre a consolidação financeira e a falta de crescimento e reformas no Estado.

O economista alerta que, sem mudanças significativas, “não há margem financeira para benesses” e que o equilíbrio orçamental poderá acabar por ser uma ilusão. Afonso argumenta que Portugal vive uma estagnação prolongada, que está a ser mascarada por efeitos temporários, como o apoio do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e o turismo.

Além disso, Afonso destaca que o crescimento económico recente não corresponde ao aumento da imigração. Com cerca de 1,6 milhões de imigrantes em Portugal, ele afirma que a taxa de crescimento deveria ser superior a 3%. “Com a entrada de 168 mil imigrantes por ano, a taxa de crescimento poderia até ultrapassar os 3,5%. No entanto, temos visto uma taxa de crescimento a rondar os 1,1%”, explica o economista, que acredita que muitos imigrantes estão a trabalhar na economia informal.

Para que Portugal possa melhorar a sua posição no ranking do PIB per capita, Afonso sugere que o país necessitaria de atrair cerca de 80 mil novos imigrantes anualmente. Este cálculo pressupõe um crescimento médio de 2,4% para Portugal e de 1% para a União Europeia nos próximos anos.

A análise de Óscar Afonso levanta questões cruciais sobre a sustentabilidade do orçamento de Portugal e a necessidade urgente de reformas estruturais. Leia também: O impacto da imigração no crescimento económico em Portugal.

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Fonte: Sapo

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