A Câmara Municipal de Cascais anunciou a aquisição de terrenos na Aldeia de Juso, Birre e Areia, com o objetivo de criar um extenso parque verde urbano, um novo pavilhão multiúsos e habitação pública municipal. Esta iniciativa visa acabar com a especulação imobiliária que tem afetado a zona.
O presidente da autarquia, Nuno Piteira Lopes, revelou que a Câmara exerceu o direito de preferência sobre cerca de 450 mil metros quadrados de terreno, localizados entre o final da A5 e as localidades de Areia e Birre. “Esta medida é um marco importante para o futuro de Cascais, permitindo a criação do maior parque verde urbano do concelho”, afirmou Piteira Lopes.
Para financiar esta aquisição, a Câmara propôs a contratação de um empréstimo bancário de 30 milhões de euros, que foi aprovado em reunião do executivo municipal, contando com o apoio da coligação Viva Cascais (PSD/CDS-PP), PS e Chega. Apenas os representantes da candidatura independente de João Maria Jonet votaram contra a proposta.
Piteira Lopes destacou que esta intervenção não só é estratégica, mas também emblemática, pois garantirá que 434,6 mil metros quadrados de área verde sejam preservados, criando um espaço público acessível a todos. O novo parque urbano será cinco vezes maior que o Parque Marechal Carmona, em Cascais, e superará em área o parque do Plano de Pormenor de Carcavelos.
O autarca sublinhou ainda que a aquisição dos terrenos permitirá concluir a ligação entre o final da A5 na Aldeia de Juso e a Areia, além de possibilitar a construção de habitação pública municipal, incluindo opções para a classe média. Também está prevista a construção de um pavilhão multiúsos destinado a atividades desportivas, culturais e congressos.
Este conjunto de 32 parcelas, que totaliza 434.607 metros quadrados, representa uma das últimas áreas verdes contínuas de grande dimensão na região, atualmente sob pressão urbanística. A área em questão integra-se parcialmente no Parque Natural de Sintra-Cascais e na estrutura ecológica municipal.
Os terrenos, que pertencem a um fundo imobiliário, estavam anteriormente associados a projetos de grande escala, como o da fundação Aga Khan. Com esta aquisição, a Câmara assegura que o espaço permanecerá como área verde no concelho.
Piteira Lopes expressou gratidão aos eleitos do PS e do Chega pelo apoio à proposta, enfatizando a importância do diálogo e da cooperação institucional. No entanto, lamentou a ausência de apoio da candidatura independente Cascais Para Viver, que não se juntou a esta visão sustentável.
O direito de preferência e o empréstimo ainda terão de ser aprovados pela assembleia municipal. Leia também: “Cascais aposta em habitação acessível para a classe média”.
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Fonte: ECO





