A despesa do Serviço Nacional de Saúde (SNS) com medicamentos nos hospitais registou um aumento significativo de 14,9% entre janeiro e setembro de 2025, conforme revelam dados do Infarmed, divulgados recentemente. Este crescimento representa um acréscimo de 257 milhões de euros, refletindo a tendência de aumento no acesso aos cuidados de saúde e na inovação terapêutica.
De acordo com um comunicado conjunto do Ministério da Saúde, do SNS e do Infarmed, a despesa em meio ambulatório também subiu, embora de forma menos acentuada, com um aumento de 13,1% (162 milhões de euros). No total, a despesa com medicamentos nos hospitais atingiu quase dois milhões de euros durante este período.
A utilização de medicamentos tem vindo a crescer, com 152 milhões de embalagens dispensadas nas farmácias comunitárias, o que representa um aumento de 6% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Nos hospitais, o crescimento foi de 9%. Este aumento na utilização é atribuído a vários fatores, incluindo o alargamento do número de utentes do SNS, a implementação de medidas de comparticipação e o acesso a medicamentos inovadores.
Importa notar que os valores apresentados não incluem todas as contribuições resultantes de devoluções ao SNS pela indústria farmacêutica, que só serão apurados após dezembro. Além disso, um acordo com a APIFARMA estabelece que, caso a taxa de crescimento da despesa líquida com medicamentos ultrapasse os 7% em relação ao ano anterior, a indústria farmacêutica terá de contribuir para mitigar essa subida.
Por áreas terapêuticas, o maior aumento da despesa nas Unidades Locais de Saúde (ULS) foi na oncologia, com um acréscimo de 122,1 milhões de euros. O medicamento Pembrolizumab, utilizado para diversos tipos de cancro, destacou-se com um aumento de 21,6 milhões de euros na sua utilização. Em contrapartida, a despesa com o programa nacional de vacinação cresceu 27 milhões de euros em comparação com 2024, enquanto o gasto com medicamentos para o tratamento de artrite reumatoide, psoríase e doenças inflamatórias intestinais registou uma diminuição de 4,8 milhões de euros, devido à introdução de um medicamento biossimilar.
O aumento da utilização e da despesa em ambulatório está relacionado com as doenças mais prevalentes em Portugal, como as cardiovasculares e a diabetes. Atualmente, a quota de utilização de medicamentos genéricos em hospitais é de cerca de 56,9%.
Leia também: O impacto da inovação farmacêutica na saúde pública.
despesa SNS medicamentos despesa SNS medicamentos despesa SNS medicamentos despesa SNS medicamentos despesa SNS medicamentos Nota: análise relacionada com despesa SNS medicamentos.
Leia também: Medicamentos essenciais não terão aumentos em 2026, garante Infarmed
Fonte: ECO





