Construir uma economia de IA: o caminho dos Emirados Árabes Unidos

Os Emirados Árabes Unidos (EAU) estão a dar passos significativos na construção de uma economia de IA, com o objetivo de se tornarem líderes globais nesta área até 2031. Recentemente, foi anunciado que um sistema de inteligência artificial será integrado como membro consultivo no Gabinete do Governo, com a missão de apoiar a tomada de decisões e melhorar a eficácia das políticas públicas. Este desenvolvimento reflete uma abordagem proativa, onde a IA não é apenas uma ferramenta, mas uma parte integrante do processo decisório.

A estratégia dos EAU para a inteligência artificial começou a ganhar forma em 2017, quando foi nomeado o primeiro Ministro de Estado para a Inteligência Artificial do mundo. Desde então, o país tem investido fortemente em iniciativas que visam criar um ecossistema robusto para a IA. A Estratégia Nacional de Inteligência Artificial 2031 delineia um plano claro, focando na criação de pilares fundamentais que permitam o desenvolvimento e a implementação de tecnologias de IA.

Um dos objetivos centrais desta estratégia é, como afirmam os responsáveis, “construir uma economia de IA, em vez de esperar por ela”. Para isso, várias medidas estão a ser implementadas, incluindo a certificação de empresas de IA éticas, o financiamento de projetos-piloto em setores prioritários e a criação de uma rede de IA que una investigadores e especialistas. Além disso, os EAU estão a promover a formação em IA, com cursos gratuitos para residentes e formação avançada para funcionários governamentais.

Os resultados até agora têm sido promissores. Um estudo do IBM Institute for Business Value revela que 33% das organizações nos EAU já têm um Chief AI Officer, superando a média global de 26%. As empresas que adotam esta função reportam um retorno sobre o investimento em IA cerca de 10% superior, com resultados ainda mais expressivos em modelos operacionais centralizados.

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Enquanto isso, Portugal também lançou a sua Estratégia Nacional para a Inteligência Artificial em 2019, com o intuito de mobilizar a sociedade para a inovação e a educação em IA. Contudo, a pergunta que se coloca é: estará Portugal a acompanhar o ritmo dos EAU na corrida pela liderança em inteligência artificial?

A estratégia portuguesa tem como foco a atração de empresas inovadoras, a disseminação da inovação no setor público e privado e o reforço da investigação científica. No entanto, para que esta estratégia seja eficaz, é crucial que seja abrangente e integrada, articulando todas as dimensões necessárias para o desenvolvimento da economia de IA.

A construção de uma economia de IA exige um modelo operacional ágil e uma coordenação eficaz entre diferentes setores. É fundamental aprender com os casos de sucesso de outros países, como os EAU, e adaptar as melhores práticas à realidade portuguesa. A tecnologia está em constante evolução, e a estratégia nacional precisa de ser flexível e adaptável.

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A urgência de uma abordagem coordenada e integrada é clara. Portugal deve não só entender as suas especificidades, mas também medir o seu progresso de forma rigorosa. A construção de uma economia de IA em Portugal pode ser uma realidade, mas requer um compromisso sério e uma visão clara do futuro.

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Fonte: ECO

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