Guia de cibersegurança para o retalho: boas práticas essenciais

A Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) lançou um novo manual com boas práticas de cibersegurança, direcionado ao setor do retalho. Este guia visa reforçar a segurança digital das empresas, que cada vez mais dependem de sistemas digitais para operações como gestão de cadeias de abastecimento, pagamentos e relacionamento com clientes. Embora a digitalização traga eficiência, também expõe as organizações a riscos significativos, como ciberataques que podem comprometer a confiança dos consumidores e resultar em perdas financeiras.

Entre as principais ameaças identificadas pela APED, destacam-se os ataques de ransomware, que criptografam dados e podem tornar sistemas críticos, como plataformas de e-commerce e pontos de venda, inacessíveis. Além disso, a APED alerta para fraudes digitais, como o phishing, que podem resultar em acessos indevidos e transferências financeiras fraudulentas. Outros riscos incluem ataques à cadeia de abastecimento e a utilização indevida de ferramentas de inteligência artificial, que podem expor dados sensíveis.

Para mitigar esses riscos, a APED recomenda que as empresas comecem por implementar palavras-passe fortes e únicas, utilizando gestores de senhas e ativando a autenticação multifator em contas críticas. É igualmente importante realizar backups regulares e testá-los, mantendo cópias fora da organização. A atualização de software e a segmentação das redes são práticas essenciais, assim como a sensibilização dos colaboradores sobre phishing e o uso seguro de dispositivos.

As empresas devem também designar um responsável por cibersegurança e estabelecer um canal interno para reporte de incidentes. A formalização de políticas de segurança da informação e a manutenção de inventários atualizados de ativos são passos cruciais. A gestão de acessos deve seguir o princípio do menor privilégio, com revisões periódicas de permissões.

Numa fase mais avançada, as organizações devem apostar na monitorização contínua de eventos de segurança e na gestão de acessos privilegiados. A criptografia de dados sensíveis e a realização de testes regulares de segurança são igualmente recomendadas. Este enfoque gradual permite que as empresas desenvolvam uma cultura de ciber-resiliência, reforçando a proteção de sistemas críticos e dados.

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Em caso de um ciberataque, a APED aconselha que as empresas ajam rapidamente. O primeiro passo é isolar os sistemas afetados e ativar o plano de resposta a incidentes. É fundamental contactar as entidades competentes, como o Centro Nacional de Cibersegurança e a Polícia Judiciária, especialmente se houver indícios de crime. Após estabilizar a situação, as empresas devem documentar o incidente, avaliar as vulnerabilidades exploradas e aplicar as correções necessárias.

Leia também: Como proteger a sua empresa de fraudes digitais.

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Fonte: ECO

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