Empresas suecas geraram 4,2 mil milhões na economia portuguesa

A Suécia recordou recentemente que as suas empresas em Portugal geraram um impacto significativo na economia portuguesa, totalizando 4,2 mil milhões de euros nos últimos cinco anos. Este valor, que representa o Valor Acrescentado Bruto, destaca a importância das empresas suecas em diversos setores no país, especialmente à medida que se aguarda a abertura do processo para a compra de novos caças para a Força Aérea Portuguesa.

Elisabeth Eklund, Embaixadora da Suécia em Portugal, sublinhou que a relação comercial entre os dois países é robusta, com as exportações de bens portugueses para a Suécia a crescerem 113% durante o mesmo período. A embaixadora destacou que Portugal é um destino atrativo para o investimento sueco, devido à sua força de trabalho qualificada e ao ambiente favorável ao empreendedorismo. A Suécia e Portugal partilham uma visão comum sobre comércio livre e segurança global, o que fortalece ainda mais esta parceria.

As cerca de 260 empresas suecas em Portugal não só contribuíram com 4,2 mil milhões de euros, mas também investiram mais de 1,1 mil milhões de euros no país. Em termos de emprego, estas empresas empregavam 18.133 pessoas em 2024, gerando um volume de negócios agregado de 13,1 mil milhões de euros. A Securitas destaca-se como a maior empregadora, com 4.470 trabalhadores, seguida pelo retalhista Ikea e outras empresas significativas.

A Boliden Somincor, que investiu 430 milhões de euros entre 2020 e 2024, é um exemplo do investimento sueco em setores de alta intensidade de trabalho e elevado valor. A embaixadora Eklund afirmou que as empresas suecas estão à procura de parcerias em áreas como tecnologia avançada, ciências da vida e, especialmente, no setor de Defesa e Segurança. Esta última área é particularmente relevante, pois a Suécia está a posicionar-se como um potencial fornecedor para os novos caças da Força Aérea Portuguesa.

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O processo de renovação dos caças F-16 ainda não começou, e a compra deste tipo de equipamento não está prevista no âmbito do programa SAFE, ao qual Portugal apresentou a sua candidatura no final de novembro. O ministro da Defesa, Nuno Melo, já afirmou que o retorno das compras militares para a economia nacional será um critério decisivo na escolha dos futuros fornecedores.

As empresas suecas têm demonstrado interesse em estabelecer parcerias com a indústria portuguesa, com a Saab a explorar colaborações com entidades como a AED Cluster Portugal e a Critical Software. Além da Saab, outras empresas como Lockheed Martin e o consórcio Eurofighter também estão na corrida para fornecer os novos caças.

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Fonte: ECO

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