A Feira do Livro de Lisboa está de regresso ao Parque Eduardo VII, entre 27 de maio e 14 de junho, prometendo uma programação rica com mais de 2.200 eventos. Organizada pela Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) em colaboração com a Câmara Municipal de Lisboa, a 96.ª edição do certame mantém os 350 pavilhões e cerca de 900 editoras, garantindo um percurso fluido para os visitantes.
Este ano, a feira conta com a participação de 128 editoras, incluindo cinco novas, e a programação continua a crescer, com sessões de autógrafos, apresentações de livros, debates e atividades para toda a família. A APEL destaca a presença crescente de autores internacionais, o que reforça a Feira do Livro de Lisboa como um evento de referência no setor editorial.
Miguel Pauseiro, presidente da APEL, sublinha que o objetivo é proporcionar uma experiência de qualidade, reorganizando o espaço para facilitar a interação entre leitores, livros e autores. Uma das principais novidades é a introdução de sessões de cinema ao ar livre, denominadas “Cine Sábado”, que ocorrerão aos sábados à noite no relvado central. Clássicos como “Clube dos Poetas Mortos” e “Jurassic Park” farão parte da programação cinematográfica.
Além do cinema, a feira apresenta experiências de leitura silenciosa, com “silent reading parties” que oferecem uma forma inovadora de ler, utilizando auscultadores e curadoria literária da Tale House. Esta iniciativa visa tornar a leitura uma experiência coletiva e individual ao mesmo tempo, sendo inclusiva para pessoas com necessidades específicas.
As noites de sexta-feira continuam a ser animadas com o ciclo “Sextas Há Música”, que contará com atuações de artistas como Éme e emmy Curl. A programação infantil também mantém o seu destaque, com o regresso do “Acampar com Histórias”, destinado a crianças entre os 8 e os 10 anos.
A sustentabilidade é outro foco da feira, com a continuidade da iniciativa “Vamos plantar livros”, que prevê a plantação de 8.750 árvores em 2026, um aumento de 25% em relação ao ano anterior. O Espaço dos Pequenos Editores também será renovado, refletindo o compromisso da APEL com a diversidade editorial e o apoio a novos projetos.
No entanto, a APEL enfrentou críticas no passado, com uma petição que reuniu mais de 2.000 assinaturas contra a exclusão de 40 editoras independentes da feira. Apesar das queixas, a APEL defende a transparência na atribuição de pavilhões, negando favorecimentos a grandes grupos editoriais.
A edição deste ano também marca o início de uma parceria de três anos com um grupo de saúde, que irá gerir o posto médico no recinto. O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, reforçou a importância da feira como um evento cultural de referência na cidade.
Ao longo dos 19 dias do evento, o recinto será distribuído por sete praças, com melhorias na mobilidade, acessibilidade e serviços, incluindo o envio de livros para todo o país. A Feira do Livro de Lisboa promete ser um ponto de encontro vibrante para amantes da literatura e da cultura.
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Feira do Livro de Lisboa Feira do Livro de Lisboa Nota: análise relacionada com Feira do Livro de Lisboa.
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Fonte: ECO





