Bryan Stern, um veterano de guerra dos Estados Unidos, foi o responsável pela retirada de María Corina Machado da Venezuela, uma operação que ele descreveu como “assustadora”. Stern, fundador do grupo Grey Bull Rescue, revelou que a missão foi realizada em alto mar, onde conseguiu levar a líder da oposição venezuelana para um local seguro nas Caraíbas. De lá, María Corina embarcou num voo para Oslo, onde recebeu o Prémio Nobel da Paz e se reuniu com a sua família.
Em declarações ao canal CBS, Stern explicou que as condições do mar eram desafiadoras. “Foi perigoso. As condições do mar eram ideais para nós, mas não eram águas onde se quisesse estar. Quanto mais altas as ondas, mais difícil é para o radar ver”, afirmou. O veterano reconheceu que a viagem foi difícil para todos os envolvidos, especialmente para María Corina, que estava “com frio e molhada”.
Stern enfatizou que a Grey Bull Rescue não opera com fundos do governo dos EUA. “O Governo dos Estados Unidos não contribuiu com um único centavo, pelo menos que eu saiba”, disse. Ele também negou qualquer ligação com a administração de Donald Trump, afirmando que nunca foi contratado por ele para este tipo de operações.
A operação de resgate não ocorreu em Curaçao, conforme algumas especulações. Stern preferiu não comentar sobre os detalhes da parte terrestre da missão, justificando que ainda há trabalho a ser feito na Venezuela e que não quer colocar em risco as pessoas envolvidas. “Ainda temos trabalho na Venezuela e não queremos colocar em risco as pessoas, fontes ou métodos envolvidos”, explicou.
Ao encontrar María Corina Machado, Stern descreveu a situação como caótica. “Estávamos todos encharcados. A minha equipa e eu estávamos completamente molhados. Foi uma viagem muito difícil”, recordou. Para Stern, a líder da oposição é a pessoa mais proeminente que já resgatou, o que torna esta missão ainda mais significativa.
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María Corina Machado María Corina Machado María Corina Machado Nota: análise relacionada com María Corina Machado.
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Fonte: Sapo





