Galp e TotalEnergies firmam parceria estratégica na Namíbia

A Galp e a TotalEnergies anunciaram um acordo estratégico na Namíbia, que promete trazer benefícios significativos para ambas as empresas. A transação, divulgada a 9 de dezembro, envolve a venda de ativos da Galp à TotalEnergies, permitindo à empresa portuguesa manter uma exposição a projetos de “alto impacto e substancial potencial” a longo prazo.

Com este negócio, a TotalEnergies adquiriu 40% da licença PEL 83 e assumiu a operação do projeto Mopane, enquanto a Galp retém uma participação de 10% na licença PEL 56, que dá acesso ao projeto Venus, e 9,39% na PEL 91. Este acordo inclui ainda um financiamento de 50% dos investimentos da Galp na exploração de Mopane, que será reembolsado através de fluxos de caixa futuros provenientes do projeto.

A Welligence Energy Analytics, uma empresa especializada no setor energético, considera que esta parceria é vantajosa, pois a Galp garante um parceiro “competente e tecnicamente capaz”, o que é crucial para o desenvolvimento em águas profundas. Além disso, a Galp reduz a sua exposição a despesas de capital de curto prazo, diminuindo as obrigações em Mopane em 50%, o que representa um ganho significativo em termos de eficiência.

O acordo também prevê uma campanha de exploração composta por três poços nos próximos dois anos, com o primeiro poço a ser perfurado em 2026. Esta iniciativa visa mitigar riscos e avançar com a descoberta de novos recursos.

A Welligence destaca que a Galp, ao optar por um parceiro como a TotalEnergies, está a sinalizar uma mentalidade de longo prazo, essencial para a sua estratégia de crescimento na exploração e produção. O negócio confirma o apelo estratégico dos ativos na Namíbia, que têm atraído o interesse de grandes empresas do setor.

Com a TotalEnergies a assumir uma posição de liderança na bacia, a empresa francesa poderá influenciar as negociações fiscais e os conceitos de desenvolvimento, aumentando a sua presença na região. A Welligence acredita que esta expansão reforça a posição da TotalEnergies como um ator técnico e comercial de destaque na Namíbia.

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Além disso, a parceria oferece novas oportunidades para ambas as empresas. A Galp amplia as suas opções de exploração através da PEL 91, enquanto a TotalEnergies ganha um potencial significativo de crescimento com a PEL 83, um bloco considerado altamente promissor.

A Welligence estima que o investimento bruto para a Fase 1 de Mopane será de 13 mil milhões de dólares, com a Galp a assumir uma parte significativa dos custos. O projeto Venus, por sua vez, tem um valor estimado de 5,1 mil milhões de dólares, o que reforça a importância estratégica da presença da Galp e da TotalEnergies na região.

Com este acordo, a Galp e a TotalEnergies não só garantem acesso a projetos com elevado potencial, mas também criam um caminho claro para o desenvolvimento sustentável na Namíbia. Leia também: “O futuro da energia em África: oportunidades e desafios”.

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Leia também: Acesso fácil ao Jornal Económico em formato digital

Fonte: Sapo

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