Portugal está prestes a enfrentar um período de chuva intensa, com previsões de um volume recorde nas próximas duas semanas. A ministra do Ambiente e da Energia, Maria da Graça Carvalho, anunciou que o país poderá registar até 600 milímetros de chuva, um valor que nunca foi alcançado desde que existem registos meteorológicos.
Este anúncio surge após um mês de dezembro já marcado por chuvas significativas e um janeiro que registou 150% do volume habitual de precipitação. Com o solo saturado e a neve em degelo, a situação torna-se ainda mais crítica. A ministra destacou que a combinação da chuva incessante com a tempestade Kristin levou várias barragens a realizar descargas de água para acomodar a nova precipitação que se aproxima.
“Estamos a gerir a situação desde há três semanas, fazendo descargas para evitar problemas maiores”, afirmou Maria da Graça Carvalho durante uma conferência de imprensa. Embora tenha havido algumas pequenas cheias, estas foram controladas, uma vez que as barragens conseguiram lidar com o excesso de água.
Particular atenção está a ser dada ao rio Mondego, que apresenta um sistema de diques que, embora interessante, já é antigo. A ministra expressou preocupação com a possibilidade de cheias rápidas, caso a água ultrapasse os limites dos diques. A barragem da Agueira tem sido crucial para evitar problemas no Mondego, permitindo que a água se mantenha dentro dos níveis seguros.
No que diz respeito ao Açude do rio Mondego, que também serve como ponte rodoviária em Coimbra, o caudal atual é de 900 m3 por segundo. Quando este valor se aproximar dos 1.900 m3 por segundo, as autoridades estarão prontas para emitir avisos de evacuação para as populações nas zonas mais baixas, incluindo cidades como Coimbra e Figueira da Foz.
O rio Douro também está a ser monitorizado, com várias barragens, como Torrão e Foz Tua, a realizarem descargas programadas. Atualmente, o caudal do Douro é de 3 mil m3 por segundo, mas as autoridades estão atentas, uma vez que o caudal pode aumentar para 4.200 m3 por segundo, o que poderia trazer complicações.
As autoridades têm estado em contacto com autarquias e a proteção civil para coordenar a resposta a possíveis inundações. A chuva recorde que se aproxima exige uma vigilância constante e uma preparação adequada para minimizar os impactos nas comunidades.
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Fonte: Sapo





