As forças armadas dos Estados Unidos mantêm uma vigilância constante sobre o estreito de Ormuz, uma passagem marítima crucial para o comércio global. Hoje, 55 navios atravessaram esta via, mesmo após o Irão ter ameaçado fechar a região novamente. O Comando Central dos EUA (Centcom) sublinhou que o aumento do tráfego de navios comerciais é um sinal positivo, com a operação das forças norte-americanas a garantir a liberdade de navegação.
No comunicado emitido, o Centcom destacou que a passagem segura pelo estreito de Ormuz permanece intacta, permitindo o transporte de grandes quantidades de carga, incluindo mais de 17 milhões de barris de petróleo. Este volume de tráfego é significativo, especialmente quando comparado aos 25 navios que atravessaram a mesma passagem na quinta-feira, um número que representa um aumento considerável em relação à média dos primeiros dez dias de junho.
O estreito de Ormuz é uma via estratégica que liga o oceano Índico ao golfo Pérsico e é responsável por cerca de um quinto da produção mundial de petróleo. A importância desta rota foi ainda mais realçada após o aumento das tensões na região, que se intensificaram com os recentes ataques israelitas no sul do Líbano. O exército iraniano já anunciou que, caso a agressão continue, poderá implementar novas medidas para forçar o cumprimento do acordo de cessar-fogo.
Teerão criticou os Estados Unidos por não cumprirem o primeiro ponto do memorando de entendimento, que exige a cessação das operações israelitas no Líbano. O Ministério da Saúde libanês reportou mais de 50 mortes em 24 horas devido a bombardeamentos israelitas, apesar do cessar-fogo em vigor desde a noite de sexta-feira.
A situação no estreito de Ormuz continua a ser monitorizada de perto, uma vez que qualquer alteração no tráfego ou na segurança da região pode ter repercussões significativas nos mercados globais. A presença das forças dos EUA é vista como um fator estabilizador, mas a tensão entre o Irão e os seus adversários permanece elevada.
Leia também: A importância do estreito de Ormuz para a economia global.
Leia também: ONU critica UE por transferir obrigações migratórias a terceiros
Fonte: ECO





