Espanha reafirma que acordos comerciais com EUA são da UE

O Governo espanhol reiterou, em declarações recentes, que os acordos comerciais estabelecidos com os Estados Unidos são negociados no âmbito da União Europeia. Esta afirmação surge na sequência das ameaças do Presidente norte-americano, Donald Trump, de impor um embargo a Espanha.

Fontes oficiais do executivo espanhol sublinharam que o país é uma potência exportadora dentro da UE e um parceiro comercial fiável para 195 nações, incluindo os EUA. A relação comercial entre Espanha e os Estados Unidos é descrita como histórica e mutuamente benéfica. “Se a administração norte-americana quiser rever essa relação, terá de respeitar a autonomia das empresas privadas e os acordos bilaterais existentes entre a UE e os EUA”, afirmaram as mesmas fontes.

Além disso, o Governo espanhol garantiu que possui os recursos necessários para mitigar quaisquer impactos decorrentes de decisões norte-americanas. Isso inclui apoio a setores afetados e a diversificação das cadeias de abastecimento. O executivo espanhol reafirmou a sua intenção de promover o livre comércio e a cooperação económica, sempre com respeito mútuo e em conformidade com a legalidade internacional.

Recentemente, Trump ameaçou “cortar todo o comércio com Espanha” devido à posição do Governo espanhol em relação à ofensiva militar dos EUA contra o Irão. O Presidente norte-americano criticou a recusa de Espanha em permitir a utilização das bases militares de Rota e Morón para operações relacionadas com o Irão, o que levou os EUA a deslocar aviões cisterna para outras bases na Europa.

Além disso, Trump voltou a criticar a decisão do primeiro-ministro Pedro Sánchez de não aumentar o orçamento de defesa para 5% do Produto Interno Bruto, como é exigido aos demais membros da NATO. Esta questão já tinha levado Trump a ameaçar Espanha com tarifas comerciais extraordinárias, ao que o Governo espanhol respondeu que os acordos comerciais com os EUA são tratados em conjunto pela UE.

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Antes das declarações de Trump, o Governo espanhol expressou que não esperava consequências pela recusa em permitir o uso das bases militares para os ataques ao Irão. O ministro dos Negócios Estrangeiros, José Manuel Albares, condenou os ataques dos EUA e de Israel ao Irão, considerando-os operações unilaterais que não respeitam o direito internacional.

Albares também condenou a retaliação do Irão, considerando injustificados os ataques a diversos países no Médio Oriente e a uma base militar britânica em Chipre. A posição de Espanha reflete um compromisso com a legalidade internacional e a busca por soluções pacíficas para os conflitos.

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Fonte: Sapo

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