Desde hoje e até 3 de abril, mais de 2.500 soldados de 13 países da NATO, incluindo Portugal, estão envolvidos nas manobras navais “Sea Shield” 2026, que decorrem na Roménia. Este é considerado o maior treino do ano na região do Mar Negro, onde a segurança tem sido uma preocupação crescente.
O Ministério da Defesa da Roménia revelou que as manobras incluirão “cenários complexos adaptados aos atuais desafios de segurança”. A Roménia, que partilha uma extensa fronteira de mais de 600 quilómetros com a Ucrânia, tem estado atenta a possíveis ameaças, especialmente desde o início da invasão russa.
O principal objetivo deste treino NATO é reforçar a cooperação entre os aliados, assegurando a segurança no Mar Negro e no flanco oriental da NATO. As forças navais romenas estão a liderar a organização do exercício, que conta com a participação de militares de países como Espanha, Estados Unidos, Canadá, Turquia, França, Alemanha, Grécia, Itália, Países Baixos, Polónia e Bulgária.
Portugal, que já enviou a oitava força nacional destacada para a Roménia, contribui com 200 militares para a missão de vigilância e dissuasão no flanco leste da NATO. Esta força está em operação desde janeiro e permanecerá na Roménia durante seis meses.
As manobras “Sea Shield” abrangem diversos ambientes operacionais, incluindo mar, rio, terra e ar. As forças navais romenas estão a contribuir com 33 embarcações, que incluem três fragatas, dois lançadores de mísseis e um navio de desminagem, além de barcos de patrulha, drones e helicópteros.
Desde o início da invasão russa da Ucrânia, a Roménia tem registado várias incursões de drones no seu espaço aéreo, o que torna estas manobras ainda mais relevantes. O treino NATO no Mar Negro não só visa preparar as forças para possíveis cenários de conflito, mas também reforçar a presença aliada na região.
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Fonte: Sapo





