As contas de 2025 da Media Capital e da Impresa revelam um panorama interessante sobre a concorrência entre a TVI e a SIC. Enquanto a Impresa teve um desempenho operacional superior, a Media Capital, que detém a TVI, entra em 2026 com uma estrutura financeira mais leve, um fator crucial num setor onde a solidez do balanço é fundamental.
A análise dos resultados mostra que a Impresa, dona da SIC, fechou 2025 com indicadores operacionais mais robustos. A Media Capital, por sua vez, reportou um resultado líquido de 3,7 milhões de euros, uma queda de 60% em relação aos 9,26 milhões de 2024, mas ainda assim planeia distribuir dividendos. Os rendimentos operacionais da Media Capital caíram 3%, totalizando 172,36 milhões de euros, enquanto o EBITDA desceu 37%, fixando-se em 14,18 milhões. A margem EBITDA também sofreu uma queda, passando de 12,8% para 8,2%. Contudo, a Media Capital apresenta uma leitura ajustada que mostra um aumento nos rendimentos operacionais e um EBITDA ajustado de 18,1 milhões.
Em termos de audiência, a Media Capital destaca que a TVI liderou em 2025 com um share de 18,8%, consolidando-se como o canal generalista mais visto. A CNN Portugal também se destacou, liderando os canais de informação durante 304 dias do ano. No digital, a Media Capital alcançou mais de 4 milhões de utilizadores únicos, um recorde para o grupo.
Por outro lado, a Impresa reportou receitas de 181,8 milhões de euros e um EBITDA de 18,8 milhões, com uma margem EBITDA de 10,3%. O resultado líquido foi positivo em 1,2 milhões, após um ano de prejuízos. A SIC, especificamente, teve receitas de 157 milhões e um EBITDA de 17,6 milhões. No setor digital, a marca SIC superou 3 milhões de visitantes únicos mensais.
A comparação entre a TVI e a SIC em 2025 mostra que a Impresa teve uma vantagem clara em termos operacionais, superando a Media Capital em receitas e EBITDA. No entanto, a Media Capital apresenta uma dívida líquida de 28,7 milhões de euros, enquanto a Impresa encerrou o ano com uma dívida de 126,9 milhões, embora tenha reduzido esse valor em relação ao ano anterior.
A recente mudança acionista na Impresa, com a MFE a adquirir 32,934% do capital, adiciona uma nova dimensão a esta análise. Embora a entrada da MFE traga capital fresco e potencial para um reforço industrial, a dívida continua a ser um desafio significativo para o grupo.
Em resumo, a comparação entre a TVI e a SIC revela que, enquanto a Impresa apresenta uma tração operacional e um novo parceiro estratégico, a Media Capital inicia 2026 com um balanço financeiro mais saudável. A robustez financeira continua a ser um fator decisivo no início do novo ano.
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Fonte: ECO





