O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou que a economia mundial deverá crescer 3,1% em 2023, uma revisão em baixa de duas décimas em relação às previsões anteriores, feitas antes do início do conflito no Irão. Para 2024, a entidade antecipa um crescimento de 3,2%. A inflação global, por sua vez, deverá aumentar para 4,4% em 2026 e 3,7% em 2027. Segundo o FMI, esta situação reflete as perturbações causadas pelo conflito no Médio Oriente, que, embora tenha afetado as previsões, foi parcialmente compensada por um desempenho positivo da economia antes da guerra e pela redução das tarifas.
O relatório do FMI também aponta para uma diminuição de duas décimas nas previsões de crescimento da zona euro, que agora se espera que cresça 1,1%. Espanha e Itália também sofreram revisões semelhantes, com o PIB espanhol a aumentar 2,1% e o italiano a crescer apenas 0,5%. A economia alemã, por outro lado, viu a sua previsão cair em 0,3 pontos percentuais, com um crescimento esperado de 0,8%. A França teve a revisão mais ligeira, com uma diminuição de uma décima, para 0,9%.
No que diz respeito a economias fora da zona euro, o Reino Unido foi o país que sofreu a maior revisão em baixa, passando de uma previsão de 1,3% para 0,8%. Já os Estados Unidos devem crescer 2,3% em 2026, segundo o FMI.
Apesar das previsões de crescimento global, o FMI emitiu avisos sobre a possibilidade de uma recessão. O relatório destaca que, caso os preços da energia aumentem de forma mais acentuada e persistente, o crescimento mundial poderá abrandar para 2,5% em 2026, com a inflação a atingir 5,4%. Em um cenário mais severo, que inclui perturbações prolongadas nos mercados energéticos e um agravamento das condições financeiras, a economia global poderia aproximar-se de uma recessão, com um crescimento em torno de 2% para este e o próximo ano, e uma inflação global próxima de 6%.
O FMI também alerta que um encerramento do estreito de Ormuz e danos em infraestruturas energéticas críticas na região do conflito poderiam desencadear uma crise energética sem precedentes. As economias emergentes e em desenvolvimento seriam as mais afetadas por esta situação.
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Fonte: Sapo





