Um dos maiores bancos do mundo, o JP Morgan Asset Management, está a investir em energias renováveis em Portugal, através da Sonnedix, uma empresa britânica que já opera sete centrais solares no país. Com um total de 300 megawatts (MW) em operação, a Sonnedix planeia expandir ainda mais a sua presença no mercado português.
Paulo Pimentel, diretor nacional da Sonnedix, revelou que a empresa está a construir mais dois parques solares, além de já ter adquirido três centrais em funcionamento de outro operador. Entre os projetos em destaque, encontra-se a central solar fotovoltaica de Lousada, com 37 MW, e a maior central solar do norte de Portugal, inaugurada em junho, com 150 MW, localizada em Tarouca, no distrito de Viseu.
As novas centrais em Ovar e Felgueiras serão híbridas, combinando energia solar com armazenamento em baterias. Pimentel sublinha que a hibridização é uma tendência futura, com o objetivo de criar perfis de geração que se ajustem às necessidades dos consumidores. A empresa já está a desenvolver um projeto no Douro que incluirá também energia eólica.
A Sonnedix possui atualmente uma capacidade total de 12 gigawatts, com 1 giga em construção e 4 gigas em operação, abrangendo vários países, incluindo Portugal, Espanha e Itália. O foco da empresa está nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), onde aposta tanto em aquisições como em novos projetos de construção.
Apesar dos desafios associados aos licenciamentos, Pimentel acredita que Portugal não é dos mercados mais complicados para operar. Ele destaca a importância de otimizar processos e de ser proativo, utilizando a experiência adquirida em outras geografias para antecipar problemas.
A Sonnedix financia os seus projetos através de ‘project finance’, o que implica demonstrar a viabilidade e sustentabilidade dos projetos a potenciais investidores. Pimentel afirma que a empresa tem conseguido atrair confiança, embora reconheça que existem desafios em relação às metas de energias renováveis estipuladas no Plano Nacional de Energia e Clima (PNEC) até 2030. Para atingir essas metas, é necessário agilizar os processos administrativos e promover uma maior literacia energética entre a população.
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Fonte: Sapo





