Pablo Hernández de Cos é o favorito para suceder Lagarde no BCE

A corrida pela sucessão de Christine Lagarde na presidência do Banco Central Europeu (BCE) já está em marcha, muito antes da saída da atual presidente, prevista para outubro do próximo ano. Entre os candidatos, destaca-se Pablo Hernández de Cos, ex-governador do Banco de Espanha e atual diretor-geral do Banco de Pagamentos Internacionais (BIS) em Basileia. Segundo uma sondagem do Financial Times, realizada pelo think tank OMFIF, Hernández de Cos é visto como o candidato mais qualificado, com o apoio de um painel de 20 especialistas, incluindo banqueiros centrais e académicos.

Hernández de Cos, um tecnocrata com mais de 20 anos de experiência na banca central, lidera em quatro das nove categorias avaliadas, que incluem formação em política monetária, capacidade de gerar consenso e credenciais europeias. O seu principal concorrente é Joachim Nagel, presidente do Bundesbank, que se destaca em áreas como conhecimento dos mercados financeiros e gestão de crises.

O percurso profissional de Hernández de Cos começou no Banco de Espanha em 1997, passando pelo BCE em Frankfurt como assessor do conselho executivo entre 2004 e 2007. Entre 2018 e 2024, liderou o banco central espanhol e integrou o Conselho de Governo do BCE, o que lhe confere uma sólida experiência na área.

Analistas, como Christian Kopf da Union Investment, acreditam que a nomeação de um “tecnocrata de carreira” como Hernández de Cos enviaria uma mensagem clara sobre a estabilidade do euro e a independência dos bancos centrais, especialmente num contexto global em que essa independência está sob pressão.

A decisão final sobre a nova presidência do BCE caberá ao Conselho Europeu, que nomeia por consenso. A história mostra que os favoritos nem sempre vencem, como foi o caso de Christine Lagarde em 2019, quando poucos previam a sua ascensão ao cargo.

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Além de Hernández de Cos e Nagel, outros nomes na corrida incluem Klaas Knot, ex-governador do banco central holandês, Isabel Schnabel, membro do conselho executivo do BCE, e François Villeroy de Galhau, que deixou a presidência do Banco de França. Contudo, a candidatura de Schnabel levanta questões jurídicas, uma vez que a legislação europeia pode impedir que um membro do conselho executivo do BCE transite diretamente para a presidência.

O debate sobre uma liderança alemã no BCE também está em aberto, dado que a Alemanha nunca ocupou a presidência desde a fundação do banco em 1998. Com o Governo espanhol a manifestar o desejo de ter um “papel protagonista” no novo conselho executivo do BCE, a candidatura de Hernández de Cos ganha força. Contudo, o desfecho da corrida dependerá das negociações nas capitais europeias.

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Fonte: ECO

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