As autoridades belgas emitiram um apelo à população para que preparem um “kit de emergência” com alimentos, medicamentos e produtos essenciais, permitindo que cada cidadão possa viver de forma autónoma durante três dias. Esta recomendação surge em resposta ao “contexto internacional instável” e ao aumento do risco de catástrofes naturais, como as que estão associadas às alterações climáticas, conforme afirmou o ministro do Interior belga, Bernard Quintin.
A iniciativa da Bélgica está alinhada com as diretrizes da Comissão Europeia, que, no ano passado, lançou a estratégia “Preparação 2030”. Este plano foi impulsionado por preocupações relacionadas com a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022. A comissária europeia responsável pelas situações de crise, Hadja Lahbib, elogiou a medida através da rede social X, reconhecendo a sua importância.
O “kit de emergência” deve ser facilmente transportável, idealmente numa mochila, e deve incluir documentos de identificação, produtos de higiene, um kit de primeiros socorros, um carregador de telemóvel, uma bateria externa, um canivete multifunções e um apito para sinalizar a presença às equipas de socorro. É igualmente essencial incluir pelo menos um litro de água por pessoa, além de alimentos como biscoitos, frutos secos ou barras energéticas. Uma caneta esferográfica e papel também são recomendados.
Além disso, as autoridades sugerem que as famílias mantenham em casa um kit mais completo, preparado para situações em que possam ser obrigadas a refugiar-se, possivelmente sem eletricidade, água ou acesso à Internet. Um rádio é um item importante a considerar para manter-se informado durante uma crise.
Os belgas são incentivados a discutir com os vizinhos como se podem apoiar mutuamente, com a possibilidade de constituírem um “kit de emergência comum” em prédios ou habitações partilhadas. Bernard Quintin, na rádio pública francófona RTBF, destacou que o objetivo não é alarmar a população, mas sim evitar a complacência face a uma situação geopolítica que considera “mais preocupante do que há dez, quinze ou vinte anos”. O ministro recordou ainda as devastadoras inundações que atingiram a Bélgica no verão de 2021, que resultaram em cerca de 40 mortos e que foram atribuídas às alterações climáticas.
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Fonte: ECO





