A indústria de defesa portuguesa está a ganhar visibilidade no mercado internacional, especialmente através da colaboração com a Saab, fabricante dos caças Gripen. A empresa sueca, que já fornece aeronaves a países como a África do Sul e a Colômbia, está interessada em integrar a Força Aérea Portuguesa na sua rede de produção.
Recentemente, a Saab tem trabalhado em estreita colaboração com empresas portuguesas, como a Critical Software e a OGMA, para explorar a possibilidade de que componentes dos Gripen sejam fabricados em Portugal. Daniel Boestad, vice-presidente da unidade de negócio dos Gripen, afirmou que a empresa está a negociar com a OGMA para uma possível colaboração, destacando que a indústria de defesa em Portugal é de alta qualidade, embora não seja a maior do mundo.
Além da Critical Software, que está a desenvolver um simulador de voo com inteligência artificial para treinar pilotos dos Gripen, outras empresas portuguesas, como a Thyssenkrupp e a Vangest, também estão a integrar a cadeia de fornecimento. A Saab reconhece o potencial das empresas portuguesas e está disposta a expandir as suas parcerias.
A colaboração com a OGMA é vista como uma combinação promissora, dado que a empresa está ligada à Embraer, um dos parceiros da Saab no Brasil. Boestad sublinhou que a Saab está sempre à procura de novos parceiros e que já existem componentes dos Gripen a serem fabricados em Portugal. A intenção é continuar a explorar novas oportunidades de colaboração, aumentando assim a participação portuguesa na produção de caças.
O vice-presidente da Saab também abordou a atual situação geopolítica, que pode favorecer a compra de equipamentos produzidos na Europa. A interoperabilidade dos Gripen com os sistemas da NATO é um ponto forte da proposta, especialmente num contexto em que se discute uma maior autonomia europeia em matéria de defesa.
Além dos caças, a Saab está a considerar a possibilidade de fornecer mísseis para as fragatas da Marinha Portuguesa, o que poderia reforçar ainda mais a cooperação entre as duas partes. A empresa vê em Portugal um mercado com grande potencial e está disposta a investir na construção de uma indústria de defesa europeia robusta.
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Fonte: ECO





