José Luís Carneiro, atual secretário-geral do Partido Socialista (PS), expressou a sua firme convicção de que será o candidato do partido nas próximas eleições legislativas e que sairá vitorioso. Em entrevista à agência Lusa, Carneiro refutou a ideia de que exista uma oposição interna, afirmando que não vê divergências significativas entre os membros do partido. O líder do PS acolheu de forma positiva o regresso de Pedro Nuno Santos ao parlamento, destacando a importância da sua experiência política.
“Estou firmemente convencido que irei a eleições e que vou ganhar as eleições para primeiro-ministro”, afirmou Carneiro, sublinhando que esta crença se aplica tanto ao calendário normal das legislativas como a uma possível antecipação. O regresso de Pedro Nuno Santos, que reassumiu o seu mandato de deputado, foi recebido com entusiasmo por Carneiro, que disse ter conversado com o ex-líder do PS na semana passada. “Disse-lhe que o acolheríamos de braços abertos”, acrescentou, enfatizando que Santos tem uma legitimidade e um mandato a cumprir.
A entrevista foi realizada antes das declarações de Pedro Nuno Santos, que expressou o seu respeito por Carneiro, contrastando com aqueles que, segundo ele, aguardam por oportunidades para se candidatarem à liderança do partido. Carneiro também comentou a recusa de Duarte Cordeiro em integrar os órgãos do PS, manifestando a sua consideração pelos camaradas que expressam divergências pontuais. “Estruturalmente não há nenhuma divergência de fundo”, afirmou, referindo-se ao recente Congresso do partido que aprovou por mais de 90% os órgãos em discussão.
O líder socialista defendeu que, tal como numa família, um partido com 100 mil militantes não deve esperar unanimidade. “Um partido como o PS é um partido plural e o meu dever é estimular essa pluralidade”, disse. Carneiro acredita que a sua liderança tem criado espaço para a participação de todos os militantes que queiram contribuir ativamente.
Sobre a oposição interna, Carneiro foi claro: “de modo algum, de forma alguma”. Ele recordou que sempre convidou diversos membros do partido para estarem na linha da frente, sem sentir qualquer oposição. O futuro do PS, segundo Carneiro, dependerá das circunstâncias políticas do país, mas ele mantém uma visão otimista sobre a trajetória do partido, especialmente considerando que, em apenas 10 meses, o PS subiu sete pontos percentuais na avaliação dos portugueses.
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José Luís Carneiro José Luís Carneiro José Luís Carneiro Nota: análise relacionada com José Luís Carneiro.
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Fonte: Sapo





