Rui Tavares defende a República e critica o Chega

O porta-voz do partido Livre, Rui Tavares, fez um apelo à defesa da República e da democracia, durante a sessão solene que assinalou os 52 anos da Revolução dos Cravos. Tavares utilizou a expressão “cravos geneticamente modificados” para criticar o Chega, que optou por levar flores verdes ao plenário, em contraste com os tradicionais cravos vermelhos que simbolizam a revolução.

“Hoje, lancemos o nosso grito de ‘Viva a República’, em homenagem à coragem dos que resistiram e ao povo que defende a democracia. Vamos vencer qualquer tentativa de distorcer a história do 25 de Abril”, afirmou Tavares, reforçando a importância do evento.

O discurso de Rui Tavares também abordou a construção do Centro Interpretativo do 25 de Abril, que inicialmente estava previsto para o Terreiro do Paço, em Lisboa, mas cuja localização foi afastada pelo Governo. O executivo está a considerar a possibilidade de situar o centro na Pontinha, em Odivelas, onde se encontra o posto de comando do Movimento das Forças Armadas (MFA).

“O 25 de Abril merece estar no centro simbólico do nosso Estado. Este momento histórico deve ser celebrado no local certo”, defendeu Tavares, incentivando a assinatura de uma petição lançada pelo Livre para que o centro seja construído no Terreiro do Paço.

Durante cerca de sete minutos, Tavares fez uma breve recapitulação da história, lembrando o período que antecedeu a ditadura militar instaurada em 1926, que levou à queda da 1.ª República e à ascensão do Estado Novo. “Há 100 anos, nesta casa, não se imaginava a ditadura mais longa da Europa Ocidental”, alertou.

O deputado recordou que, na época, o parlamento estava em crise, incapaz de aprovar um contrato de tabacos que representava 10% do orçamento nacional. “O caos no parlamento culminou em dois golpes de Estado a 28 de maio de 1926”, sublinhou Tavares, fazendo um paralelo com a atualidade e alertando os deputados presentes.

Leia também  Por que investir em ações da Amazon pode ser uma boa escolha

Rui Tavares enfatizou que a ditadura e o Estado Novo nasceram da corrupção e do clientelismo, caracterizando este período como violento e repressivo. Ele também mencionou a revolta de 1927 em Lisboa, que se seguiu a uma revolta no Porto, conhecida como a “revolta do remorso”. “Os políticos que antes estavam desavindos uniram-se, arrependidos de não terem protegido a República”, concluiu.

Leia também: A importância da memória histórica na política contemporânea.

Rui Tavares Rui Tavares Nota: análise relacionada com Rui Tavares.

Leia também: Liberdade e vida digna: PS opõe-se à perda de direitos laborais

Fonte: Sapo

Simular quanto pode poupar nos seus seguros!

Não percas as principais notícias e dicas de Poupança

Não enviamos spam! Leia a nossa política de privacidade para mais informações.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Back To Top