Grupo Casais propõe Build to Rent para crise habitacional

No recente Salão Imobiliário de Portugal (SIL), o Grupo Casais destacou a importância do modelo Build to Rent e da construção industrializada como respostas eficazes à crise habitacional que Portugal enfrenta. António Carlos Rodrigues, CEO da construtora, apresentou esta visão na conferência “Build to Rent: Da Oportunidade à Execução”, que fez parte da sessão Connect to Build.

Rodrigues sublinhou que a crise habitacional resulta de uma oferta insuficiente para uma procura crescente, sendo que o capital não é o principal entrave. O verdadeiro desafio reside na capacidade dos promotores em assumir os riscos associados ao licenciamento e na existência de entidades que consigam executar as obras de forma eficiente e em grande escala.

O Grupo Casais acredita que o modelo Build to Rent representa uma mudança significativa no setor imobiliário, passando da lógica de “construir para vender” para “construir para usar”. Este conceito já começou a ganhar destaque em Portugal, especialmente através da parceria com a Sonae Sierra, que resultou no primeiro projeto Build to Rent 100% privado no país.

António Carlos Rodrigues também chamou a atenção para a inadequação de algumas normas legais ao novo modelo habitacional. Ele apontou, por exemplo, a obrigatoriedade de lugares de estacionamento como um obstáculo para projetos que visam atender a uma população que depende mais de soluções de mobilidade urbana sustentável. Para o CEO, o mercado português precisa adaptar-se a uma população mais móvel e a uma crescente procura por arrendamento profissional.

Além disso, o Grupo Casais enfatiza que a industrialização da construção é crucial para enfrentar a magnitude do desafio habitacional. A empresa alerta para a diminuição da força de trabalho no setor, com 34% dos trabalhadores a ter mais de 54 anos, um grupo considerado essencial que deverá reformar-se nos próximos dez anos.

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Em termos financeiros, o Grupo Casais encerrou 2025 com um volume de negócios de aproximadamente 1.018 milhões de euros, dos quais 550 milhões foram gerados em Portugal e 468 milhões no estrangeiro. Fundada em 1958, a empresa opera atualmente em 18 países e é uma das cinco principais construtoras do país.

O Salão Imobiliário de Portugal (SIL) decorreu entre 23 e 25 de abril de 2026, na FIL – Feira Internacional de Lisboa, localizada no Parque das Nações.

Leia também: O impacto do Build to Rent no mercado imobiliário português.

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Fonte: Sapo

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