O mercado de trabalho em Portugal continua a mostrar sinais de resiliência. Em março de 2026, o número de pessoas empregadas ultrapassou novamente a barreira dos 5,3 milhões, atingindo um total de 5.300.400 trabalhadores. Este crescimento representa um aumento anual de 2,2%, de acordo com os dados da Randstad Research.
Os dados revelam que a taxa de desemprego se manteve estável em 5,8%, o mesmo valor registado em fevereiro, mesmo com o aumento da população ativa, que já ultrapassa os 5,6 milhões de pessoas. Um dos aspectos mais positivos deste mês é a significativa redução do desemprego jovem, que caiu 13,6% em comparação com o ano anterior. Este resultado é um sinal encorajador da melhor integração das novas gerações no mercado de trabalho.
O número de desempregados registados no Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) desceu para 295.756, o que representa uma diminuição de 10,2% em relação a março de 2025. Esta melhoria foi observada em vários setores, com quedas acentuadas na agricultura e pescas de subsistência, que registaram uma descida de 41,3%. Outros setores, como o apoio administrativo, analistas de dados e construção, também apresentaram reduções significativas, variando entre 16,8% e 30,2%.
Por outro lado, o desemprego aumentou em apenas oito profissões, principalmente em cargos de gestão e nas forças armadas, o que pode indicar reestruturações internas em algumas empresas.
Em termos salariais, a remuneração média declarada por trabalho dependente fixou-se em 1.565,30 euros, representando um aumento de 5,2% em relação ao ano anterior. Lisboa continua a liderar os salários médios, com um valor de 1.801,72 euros, enquanto Beja apresenta o valor mais baixo, com 1.292,84 euros.
Isabel Roseiro, Diretora de Marketing da Randstad Portugal, comenta que os dados de março não apenas revelam robustez quantitativa, mas também uma mudança qualitativa no mercado. A queda acentuada de 13,6% no desemprego jovem é um indicador animador, pois demonstra que as empresas estão a conseguir integrar as novas gerações num momento de transformação tecnológica. O desafio agora é garantir a valorização contínua das competências para manter a atratividade e resiliência do país a longo prazo.
Os dados analisados pela Randstad Research baseiam-se nas informações oficiais do Instituto Nacional de Estatística (INE), do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) e da Segurança Social. Leia também: O impacto da formação profissional na empregabilidade.
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Fonte: Sapo





