Irregularidades na nomeação de dirigentes em 16 municípios

Uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas (TdC) revelou irregularidades na nomeação de dirigentes em regime de substituição em 16 municípios do continente português, abrangendo o período entre 2018 e 2025. Entre as autarquias analisadas está o município de Miranda do Douro.

O relatório, divulgado na passada quarta-feira, abrangeu 571 cargos de direção em várias localidades, incluindo Almada, Oeiras, Seixal, Viseu e Vila Nova de Cerveira. Durante a auditoria, foram identificadas falhas no cumprimento do Estatuto do Pessoal Dirigente da Administração Local e do Estatuto do Pessoal Dirigente das Câmaras Municipais.

O Tribunal de Contas concluiu que diversas autarquias não respeitaram os prazos legais, designando dirigentes em regime de substituição após o limite de 90 dias desde a vacatura dos cargos. Além disso, algumas autarquias mantiveram funções sem a abertura dos procedimentos concursais necessários. Em 12 dos municípios auditados, foram ainda detetadas falhas na publicação dos despachos de nomeação em Diário da República.

Após um contraditório, o TdC informou que 11 municípios já regularizaram as situações, afastando assim responsabilidades financeiras. No entanto, cinco autarquias continuam a ter situações irregulares, com cargos de direção ocupados sem concurso em curso.

Entre as recomendações do Tribunal de Contas, destaca-se a exigência de abertura de procedimentos concursais para os municípios de Almada, Espinho e Vila Real de Santo António. Oeiras e Seixal foram instados a regularizar imediatamente as suas situações, num contexto que o Tribunal considera particularmente grave.

O relatório ressalta que, no caso de Oeiras e Seixal, existem indícios de ilegalidade prolongada e generalizada, levando o TdC a recomendar auditorias autónomas para apurar eventuais responsabilidades financeiras.

O Tribunal de Contas sublinha que estas irregularidades comprometem princípios fundamentais da administração pública, como a imparcialidade e o interesse público, além de afetarem o direito ao acesso à função pública. A falta de cumprimento das normas de nomeação de dirigentes também coloca em causa a eficiência e a transparência na gestão dos cargos dirigentes.

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Fonte: Sapo

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