Corticeira Amorim regista queda de 6,5% nos lucros no primeiro trimestre

A Corticeira Amorim, uma das principais empresas do setor, viu os seus lucros cair 6,5% no primeiro trimestre, totalizando 15,4 milhões de euros em comparação com o mesmo período do ano anterior. Este retrocesso está diretamente relacionado com uma diminuição das vendas, que desceram 8% para 211 milhões de euros, conforme anunciado pela empresa em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

A empresa, localizada em Mozelos, Santa Maria da Feira, destacou que a desvalorização do dólar teve um impacto negativo significativo nas vendas. Sem considerar este efeito cambial, a queda nas vendas teria sido de 6,8%. A Corticeira Amorim explicou que a pressão sobre os volumes de vendas afetou todas as unidades de negócio, refletindo um cenário desafiador.

No que diz respeito às vendas da Amorim Cork, que representa 82% do total, a empresa identificou um “mix” de produtos desfavorável, especialmente no segmento de rolhas para vinhos tranquilos. Por sua vez, a unidade de negócio Amorim Cork Solutions viu o segmento de pavimentos contribuir para uma redução de 5,8% nas vendas.

Até ao final de março, o EBITDA consolidado da Corticeira Amorim foi de 36,6 milhões de euros, abaixo dos 39,3 milhões do ano anterior. Contudo, a margem EBITDA melhorou, situando-se em 17,3%, comparativamente aos 17,1% do primeiro trimestre de 2022. A empresa justificou que, apesar da desalavancagem operacional e do desfavorável mix de produtos, a rentabilidade foi sustentada por uma redução nos custos operacionais e pelo consumo de matérias-primas de cortiça a preços mais vantajosos.

A dívida líquida remunerada da Corticeira Amorim, no final de março, era de 42,5 milhões de euros, uma redução significativa de 33,4 milhões em relação ao final de 2022, refletindo a geração de fluxos de caixa e a diminuição das necessidades de fundo de maneio.

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António Rios de Amorim, presidente e CEO da empresa, comentou que o ano começou num contexto global adverso, que afetou a confiança de muitos clientes, especialmente aqueles cujas atividades estão ligadas ao consumo de bebidas alcoólicas. Apesar dos desafios geopolíticos e da inflação, Rios de Amorim acredita que haverá uma recuperação ao longo do ano que poderá contrariar as perspetivas mais pessimistas.

“Estamos a adaptar a Corticeira Amorim às circunstâncias atuais, reforçando a solidez do nosso balanço e implementando ações para crescer nas áreas com maior potencial”, afirmou. O CEO destacou a importância das pessoas, da proximidade aos clientes e da diversidade de produtos e mercados como fatores que podem impulsionar o crescimento da empresa.

Leia também: O impacto da inflação no setor corticeiro.

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Fonte: Sapo

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