A Corticeira Amorim anunciou que o seu lucro líquido no primeiro trimestre de 2026 foi de 15,4 milhões de euros, uma diminuição de 6,5% em comparação com o mesmo período do ano anterior. A empresa divulgou esta informação através de um comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). Esta queda no lucro é atribuída a um ambiente global de grande incerteza, que tem impactado negativamente a procura por parte dos clientes.
As vendas consolidadas da Corticeira Amorim também sofreram uma redução, caindo 8% para 211 milhões de euros. A desvalorização do dólar teve um efeito adverso significativo nas vendas, e, se excluíssemos este impacto cambial, as vendas teriam recuado 6,8%. A empresa destacou que a pressão nos volumes afetou todas as suas unidades de negócio, com a Amorim Cork, que representa 82% do total das vendas, a ser particularmente impactada por um mix de produtos desfavorável, especialmente no segmento de rolhas para vinhos tranquilos.
Na unidade de negócios Amorim Cork Solutions, o segmento de pavimentos teve um papel importante na redução de 5,8% das vendas. O EBITDA consolidado, que representa o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, atingiu 36,6 milhões de euros, abaixo dos 39,3 milhões reportados no primeiro trimestre de 2025. No entanto, a margem EBITDA melhorou ligeiramente, passando de 17,1% para 17,3%.
Em termos de endividamento, a dívida remunerada líquida da Corticeira Amorim diminuiu para 42,5 milhões de euros no final de março, uma redução significativa de 33,4 milhões em relação aos 75,9 milhões registados no final de dezembro de 2025. Esta melhoria reflete a geração de fluxos de caixa e a diminuição das necessidades de fundo de maneio.
António Rios de Amorim, CEO da Corticeira Amorim, sublinhou que o início de 2026 está a ser marcado por um contexto global adverso, que afeta a confiança de muitos clientes, especialmente aqueles que operam em setores impactados pela mudança nos hábitos de consumo de bebidas alcoólicas. Apesar das dificuldades, Rios de Amorim acredita que, mesmo perante a geopolítica e os efeitos da inflação global, a empresa poderá ver uma reação ao longo do ano que contrabalançará as perspetivas mais negativas.
O líder da Corticeira Amorim reafirmou o compromisso da empresa em adaptar-se às atuais circunstâncias, reforçando a solidez do seu balanço e implementando ações que visam potenciar o crescimento nas áreas com maior potencial de desenvolvimento.
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Fonte: ECO





