PS rejeita coligação com Chega e critica PSD por insinuações

O secretário-geral do Partido Socialista (PS), José Luís Carneiro, classificou como “ridículas” as insinuações do PSD sobre uma suposta coligação entre socialistas e o Chega. Durante um evento na Póvoa de Varzim, Carneiro acusou a direita de tentar desviar a atenção de um acordo que poderia resultar em cortes nas pensões.

A reação de Carneiro surgiu em resposta às declarações de Luís Montenegro, líder do PSD, que criticou o chumbo da revisão laboral na Assembleia da República. O secretário-geral do PS reverteu a acusação, referindo que a verdadeira questão é um “jogo de máscaras” entre a Aliança Democrática (AD) e o partido de André Ventura.

“É ridículo pensar que o PS, que tem estado em diálogo e negociação, está coligado com o Chega. Pelo contrário, temos liderado várias propostas e outros partidos têm optado por votar contra”, afirmou Carneiro.

O líder socialista sublinhou que o que realmente se assistiu foi uma tentativa de entendimento à direita que falhou na votação da revisão laboral. “Todos vimos o namoro que existiu entre a AD e o Chega, que quase resultou em casamento. As declarações feitas durante o debate na Assembleia mostram que havia um acordo quase consumado”, acrescentou.

Carneiro não hesitou em trazer à tona os detalhes de negociações que, segundo ele, foram feitas sem o conhecimento dos cidadãos. Alertou para o impacto que essas negociações poderiam ter no sistema de reformas até ao final da legislatura. “André Ventura chegou a afirmar que tinha um acordo com o primeiro-ministro para alterar a idade da reforma e a Contribuição Extraordinária sobre a Solidariedade, com implicações até 2028”, disse.

De acordo com o secretário-geral do PS, as negociações entre Luís Montenegro e André Ventura poderiam resultar em cortes diretos nas pensões. “Esse entendimento orçamental poderia significar um corte de 12% nas pensões que estão a ser pagas aos pensionistas, colocando em risco as pensões dos jovens”, denunciou.

Leia também  Luís Montenegro aguarda resultados autárquicos com serenidade

Carneiro exigiu explicações públicas dos líderes do PSD e do Chega sobre os custos financeiros das negociações. “Esse acordo teria um custo anual de 4,5 mil milhões de euros, que só poderia ser alcançado através de cortes nas pensões ou aumento de impostos e descontos para a Segurança Social”, concluiu.

Leia também: O impacto das reformas laborais na economia portuguesa.

coligação PS Chega coligação PS Chega coligação PS Chega coligação PS Chega coligação PS Chega Nota: análise relacionada com coligação PS Chega.

Leia também: Proteger as pessoas em vez dos empregos: o debate em Portugal

Fonte: ECO

Simular quanto pode poupar nos seus seguros!

Não percas as principais notícias e dicas de Poupança

Não enviamos spam! Leia a nossa política de privacidade para mais informações.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Back To Top