Taxa sobre lucros excessivos na eletricidade é desnecessária, diz EDP

Miguel Stilwell, CEO da EDP e EDP Renováveis, manifestou a sua oposição à nova taxa sobre os lucros excessivos das empresas do setor elétrico em Portugal. Em declarações ao ECO/Capital Verde, Stilwell argumentou que esta medida “não faz sentido”, uma vez que os lucros da EDP diminuíram no primeiro trimestre deste ano. De acordo com os resultados apresentados, a empresa registou lucros de 378 milhões de euros, o que representa uma queda de 12% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

O CEO sublinhou que a elevada penetração de energias renováveis em Portugal influencia a formação dos preços da eletricidade. “Para o setor de eletricidade não faz sentido, porque não há lucros excessivos. Aliás, os nossos lucros até baixam neste trimestre face ao ano passado”, afirmou Stilwell. Ele destacou que, ao contrário do que se poderia pensar, o preço da eletricidade é maioritariamente determinado pelas energias renováveis, e não pelo gás, cujos preços têm aumentado devido à instabilidade geopolítica.

Stilwell também revelou que a EDP não foi consultada formalmente pelo Governo sobre a implementação desta taxa. “Não nos perguntaram”, disse, referindo que a empresa não teve a oportunidade de expor a sua posição. Esta declaração surge numa altura em que o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, anunciou em Bruxelas que Portugal avançará com taxas sobre os lucros extraordinários das empresas energéticas, seguindo o modelo implementado em 2022.

O ministro afirmou que as medidas de 2022 serão ajustadas e apresentadas ao Parlamento em breve. Além disso, Portugal, juntamente com outros países da União Europeia, solicitou à Comissão Europeia a criação de um imposto sobre os lucros extraordinários das energéticas. Embora a Comissão tenha dado o seu aval, a decisão final cabe a cada Estado-membro.

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Em relação à situação atual do mercado elétrico, Stilwell afirmou que não vê necessidade de medidas de apoio ao consumo de eletricidade. “Acho que Portugal não tem um problema. Portanto, acho que nem se põe essa questão de ter que ter medidas”, disse, referindo que no primeiro trimestre deste ano, o preço da energia elétrica foi metade do que era no ano passado, mesmo considerando os efeitos da situação no Médio Oriente.

Com a grande penetração de energias renováveis, que representaram uma parte significativa da geração elétrica, o CEO da EDP acredita que o país está bem posicionado para enfrentar os desafios atuais. “Tivemos muita água, tivemos muito vento, portanto, temos uma grande penetração de energias renováveis. O gás sobra com 15% das horas de geração neste primeiro trimestre”, concluiu.

Leia também: O impacto das energias renováveis na economia portuguesa.

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Fonte: ECO

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