O setor do imobiliário comercial em Portugal registou um volume de investimento de 915 milhões de euros no primeiro trimestre de 2023, refletindo um crescimento homólogo de 41%. Esta informação é revelada no relatório ‘WOutlook Q1 2023’, da WORX Real Estate Consultants, divulgado recentemente.
Os segmentos da hotelaria e do retalho foram os principais responsáveis por este aumento, representando 39% e 37% do volume total de investimento, respetivamente. Entre os negócios mais significativos, destaca-se a aquisição dos centros comerciais Arrábida e Gaia, por um valor de 180 milhões de euros, e a venda do Penha Longa Resort à L Catterton e Cedar Capital Partners, com um valor estimado entre 120 e 140 milhões de euros.
Num contexto de elevada incerteza económica a nível global, as projeções do Banco de Portugal indicam que os choques energéticos, resultantes do conflito no Médio Oriente, deverão ter um efeito direto sobre a inflação, que se espera convergir para os 2,0% até 2028, após ter alcançado 2,8% este ano. Neste cenário, a WORX estima que o impacto no investimento em imobiliário comercial será relativamente limitado em 2026, podendo a recuperação dos níveis pré-Covid-19 ser adiada para o próximo ano.
Relativamente a 2026, a evolução das taxas de juro será um fator central, com a consultora a prever uma estabilização das yields prime, especialmente nos segmentos mais resilientes a choques externos, como o setor de escritórios. Silvia Dragomir, responsável pela pesquisa na WORX, sublinha que o forte início de ano em Portugal está alinhado com as expectativas para 2026. “O dinamismo do mercado, sustentado também pelo efeito ‘halo’ ibérico, dá-nos confiança para atingir um volume de investimento em imobiliário comercial entre 2.800 e 3.000 milhões de euros até ao final do ano, de acordo com as nossas projeções em conjunto com o BNP Paribas Real Estate”, afirma.
Pedro Rutkowski, CEO da WORX Real Estate Consultants, destaca que o mercado imobiliário português tem demonstrado maturidade e resiliência, e que os resultados do primeiro trimestre não são exceção. “Os resultados obtidos atestam a consolidação de Portugal como um destino de referência para o investimento imobiliário, sustentado pela robustez dos fundamentos económicos, pelo crescente reconhecimento internacional e pela sofisticação do produto nacional”, conclui.
Leia também: O impacto da inflação no setor imobiliário.
imobiliário comercial imobiliário comercial Nota: análise relacionada com imobiliário comercial.
Leia também: Visabeira propõe retirar Vista Alegre Atlantis da Bolsa de Lisboa
Fonte: Sapo





