Donald Trump reiterou, durante a sua visita à China, que as relações entre os Estados Unidos e a China estão a melhorar, apesar das diferenças significativas que persistem, especialmente em relação ao Irão e a Taiwan. O Presidente norte-americano fez estas declarações no último dia da sua visita, que durou menos de 48 horas.
Na quinta-feira, Trump encontrou-se com o líder chinês, Xi Jinping, que, segundo o Presidente dos EUA, o elogiou pelos “tremendos sucessos” alcançados. Trump interpretou as palavras de Xi como uma referência ao seu antecessor, Joe Biden, que, segundo ele, foi descrito de forma “elegante” como uma nação em declínio.
Os dois líderes, que representam as duas maiores potências do mundo, estão agendados para um novo encontro antes de Trump deixar Pequim. O Presidente norte-americano viajará para um almoço no complexo de Zhongnanhai, um local histórico associado a encontros de alto nível entre líderes chineses e dignitários internacionais.
Esta é a segunda visita de Trump à China desde 2017 e a primeira desde que reassumiu a presidência em janeiro de 2025. Durante a sua estadia, o Presidente dos EUA revelou que Xi Jinping expressou disponibilidade para ajudar a reabrir o estreito de Ormuz, que está sob bloqueio iraniano há seis semanas. “O Presidente Xi gostaria de ver um acordo. Ele disse: Se eu puder ajudar de alguma forma, terei todo o prazer em ajudar”, afirmou Trump à Fox News.
A China é o principal importador de petróleo iraniano e tem um papel significativo nas relações com Teerão, especialmente desde o início do conflito que começou em fevereiro. A situação no estreito de Ormuz tem afetado os preços do petróleo, e as forças navais iranianas começaram a permitir a passagem de navios chineses, conforme noticiado pela agência Tasnim.
Durante a cimeira em Pequim, ambos os presidentes discutiram a importância de reabrir o estreito de Ormuz ao tráfego de hidrocarbonetos e a necessidade de um Irão sem armas nucleares. O comunicado da Casa Branca também destacou o interesse de Xi em aumentar as importações de petróleo dos EUA, como forma de reduzir a dependência da China do petróleo que transita pelo estreito.
Por outro lado, Xi Jinping alertou Trump sobre o potencial de conflito entre os dois países se a questão de Taiwan não for gerida adequadamente. “A questão de Taiwan é a mais importante nas relações sino-norte-americanas. Se for bem gerida, as relações poderão manter-se estáveis. Se for mal gerida, os dois países poderão confrontar-se”, declarou Xi, utilizando um termo que não implica necessariamente um conflito militar.
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Fonte: Sapo





