A Mota-Engil, um dos principais grupos de construção em Portugal, anunciou um resultado líquido de 35 milhões de euros no primeiro trimestre de 2026, o que representa um aumento de 31% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Este resultado marca o melhor desempenho da empresa em termos de lucro para um primeiro trimestre.
Além do lucro, a empresa reportou um EBITDA de 234 milhões de euros, o que equivale a um crescimento de 10% em relação ao ano passado. A margem EBITDA também melhorou, situando-se agora em 17%. O volume de negócios da Mota-Engil cresceu 2%, atingindo 1.394 milhões de euros, apesar da desaceleração da atividade na Europa, que foi afetada por atrasos na adjudicação de projetos em Portugal.
O principal motor deste crescimento foi a África, onde a Mota-Engil faturou 560 milhões de euros, um aumento de 11% face ao ano anterior. A margem EBITDA na região foi de 24%. O segmento de Engenharia Industrial destacou-se com um crescimento de 19%, consolidando a posição da Mota-Engil como o maior operador de Contract Mining em África. Na América Latina, que é o maior mercado do grupo, as vendas aumentaram 3%, totalizando 573 milhões de euros, impulsionadas pelo desempenho positivo no México e no Brasil.
A Mota-Engil também mencionou que, na Europa, houve um decréscimo na atividade, em linha com as tendências do mercado, devido a atrasos na consignação e adjudicação de projetos significativos em Portugal. No entanto, a empresa espera uma aceleração da atividade ao longo de 2026.
A carteira de encomendas da Mota-Engil atingiu 16,9 mil milhões de euros, um aumento de 5% em relação a dezembro de 2024. Durante o primeiro trimestre, foram celebrados novos contratos no valor de 1,5 mil milhões de euros, com destaque para o México, Angola, Brasil, Portugal e Nigéria. Esta carteira garante cerca de 3,6 anos de atividade na área de Engenharia e Construção.
A empresa mantém uma sólida posição financeira, com uma relação dívida líquida/EBITDA abaixo de 2x e dívida bruta/EBITDA abaixo de 4x. A Mota-Engil reafirma o seu guidance para 2026, prevendo um crescimento do volume de negócios entre 10% e 15%, uma margem EBITDA próxima de 17% e uma margem líquida perto de 3%.
Os resultados foram divulgados esta terça-feira, 20 de maio de 2026, e reforçam a confiança da administração na concretização dos objetivos estabelecidos para este ano e para o plano FOCUS 2030.
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Fonte: Sapo





