Pobreza em Portugal: 9% dos empregados vivem com dificuldades

A pobreza em Portugal continua a ser um problema significativo, mesmo entre os trabalhadores. De acordo com o relatório “Portugal, Balanço Social”, que será apresentado esta quarta-feira, cerca de 9% das pessoas empregadas estavam em risco de pobreza em 2025. Este dado revela que ter um emprego não é garantia de uma vida sem dificuldades financeiras.

O limiar de pobreza em Portugal foi definido em 2025 como 8.679 euros por ano, ou 723 euros por mês. Embora a taxa de risco de pobreza tenha diminuído para 15,4%, o que representa uma redução de 1,2 pontos percentuais em relação a 2024, a situação é alarmante, especialmente para grupos vulneráveis. A pobreza afeta mais as pessoas desempregadas, com uma taxa de 42,6%, e as famílias monoparentais, que apresentam uma taxa de 35,1%.

Os autores do estudo, incluindo Bruno P. Carvalho e Francisco Tavares, destacam que, apesar da estabilidade da taxa de desemprego desde 2020, existem desigualdades significativas no acesso ao mercado de trabalho. Em 2024, a proporção de agregados familiares pobres com intensidade laboral baixa ou muito baixa era sete vezes superior à dos agregados não pobres. Isto indica que, mesmo trabalhando, muitos não conseguem alcançar um rendimento digno.

Além disso, a desigualdade salarial entre géneros continua a ser uma preocupação. Em 2024, as mulheres ganhavam entre 57 e 72 cêntimos por cada euro recebido pelos homens, refletindo uma diferença que se mantém em todos os níveis de educação.

Em termos de rendimento disponível, os dados mostram um aumento significativo, de uma média de 9.856 euros em 2014 para 14.951 euros em 2024. No entanto, quando ajustado para a inflação, o aumento real do poder de compra foi de apenas 25,2%. Os especialistas sublinham que, embora os mais ricos tenham visto um aumento maior em termos absolutos, os mais pobres beneficiaram de um crescimento percentual mais elevado.

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A desigualdade em Portugal é evidente, com os 10% mais ricos a deterem quase oito vezes mais rendimento disponível do que os 10% mais pobres. Em 2024, os 25% mais ricos concentravam cerca de 46,5% do rendimento nacional, enquanto os 25% mais pobres apenas 10,5%.

As disparidades regionais também são notórias. A taxa de pobreza foi mais elevada no Alentejo, com 17,9%, e nos Açores, com 17,3%. Em contrapartida, a Grande Lisboa apresentou a menor taxa, de 12,2%.

As crianças são um dos grupos mais vulneráveis, com uma taxa de risco de pobreza de 17,8% em 2024, embora tenha havido uma ligeira diminuição em relação ao ano anterior. Por outro lado, a população com mais de 65 anos enfrentou uma taxa de 21,2%, muito acima da média nacional.

A pobreza em Portugal é um tema que merece atenção e ação. Leia também: “Desigualdade salarial em Portugal: uma análise crítica”.

pobreza em Portugal pobreza em Portugal Nota: análise relacionada com pobreza em Portugal.

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Fonte: ECO

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