O Governo português manifestou hoje uma forte condenação ao que classificou como “mais um enorme ataque” da Rússia à capital da Ucrânia, utilizando um míssil hipersónico com capacidade nuclear. Esta declaração, feita através das redes sociais pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), surge após a confirmação da Rússia sobre o uso do míssil Orechnik durante a noite passada.
As autoridades ucranianas reportaram que o bombardeamento resultou em dois mortos e 56 feridos apenas na cidade de Kiev. O Palácio das Necessidades expressou, nas suas redes sociais, a “toda a solidariedade” ao povo ucraniano e reafirmou o “apoio à Ucrânia sem reservas”, incluindo a sua busca por uma paz justa e duradoura.
O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, também denunciou o ataque, afirmando que o míssil de alcance intermédio atingiu infraestruturas essenciais, como um sistema de abastecimento de água, um mercado, vários edifícios residenciais e escolas. Além disso, o míssil foi disparado contra a cidade de Bila Tserkva, situada a cerca de 80 quilómetros de Kiev. Zelensky, em uma mensagem no Telegram, expressou a sua indignação, afirmando: “Eles estão mesmo loucos”.
Este ataque representa a terceira utilização do míssil Orechnik na Ucrânia, que é capaz de transportar tanto ogivas nucleares como convencionais. Moscovo justificou os bombardeamentos, alegando que os alvos eram exclusivamente instalações militares e que as ações foram uma retaliação ao “ataque mortal” de Kiev contra uma residência de estudantes na região ocupada de Lugansk, que resultou em pelo menos 21 mortos e mais de 40 feridos.
Portugal, ao reafirmar o seu apoio à Ucrânia, destaca a importância da solidariedade internacional em momentos de crise. A situação continua a ser monitorizada de perto, com o Governo português a reiterar a sua posição de apoio à Ucrânia e à sua luta por um futuro pacífico.
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Fonte: Sapo





