CGTP defende greve geral como necessária e não extemporânea

O secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, afirmou que a greve geral marcada para quarta-feira não é extemporânea, desafiando a ideia de “correr atrás do prejuízo”. Em entrevista à agência Lusa, Oliveira sublinhou que cada central sindical deve ser responsabilizada pelas decisões que toma.

Oliveira criticou as declarações do secretário-geral da UGT, que considerou a greve geral de 3 de junho como “extemporânea”. O líder da CGTP defendeu que é fundamental “derrotar já” o pacote laboral proposto pelo Governo, afirmando que isso só será possível com a mobilização dos trabalhadores e a discussão pública nas ruas.

“Temos que responsabilizar o Governo, que é o principal responsável por este processo, assim como os partidos com assento na Assembleia da República, pois serão eles a discutir o pacote laboral”, afirmou Tiago Oliveira. Ele rejeitou a ideia de que a greve geral deva ser uma resposta tardia, enfatizando que uma greve deste tipo requer um tempo adequado de preparação.

“Não podemos deixar que algo indefinido se perpetue, para depois tentarmos corrigir a situação à pressa”, acrescentou. Questionado sobre a decisão da UGT de não participar na greve, Oliveira optou por não comentar diretamente, mas lembrou que os contactos entre as centrais sindicais foram feitos, semelhantes aos da greve anterior, que ocorreu a 11 de dezembro.

“Cada um será responsabilizado pelo caminho que escolheu seguir”, alertou, referindo-se tanto à UGT como à CGTP. Oliveira acredita que o resultado esperado por ambas as centrais sindicais é a derrota do pacote laboral, e que a CGTP se propõe mobilizar os trabalhadores para alcançar esse objetivo.

Em relação ao impacto da greve geral, Tiago Oliveira assegurou que será uma “grande greve geral”, com a participação de um vasto número de sindicatos, incluindo aqueles não filiados na CGTP. “O pré-aviso de greve abrange todos os trabalhadores, sejam eles sindicalizados ou não”, afirmou, destacando que o sucesso da greve dependerá da adesão dos trabalhadores.

Leia também  Sindicato do INEM desiste da greve após reunião com ministra

Oliveira também criticou a postura do Governo nas negociações, afirmando que este não quis discutir as propostas da CGTP, tendo apenas reunido com a UGT e com quatro confederações empresariais nos últimos meses. Ele recordou um episódio em que a ministra do Trabalho se reuniu com líderes patronais e da UGT antes de uma reunião de Concertação Social, excluindo a CGTP.

“A CGTP nunca permitirá que seja afastada de discussões importantes. Temos uma forma de agir e de estar que é completamente diferente”, concluiu Tiago Oliveira. A greve geral, segundo a CGTP, é uma oportunidade crucial para os trabalhadores expressarem a sua insatisfação e lutarem pelos seus direitos.

Leia também: A importância da mobilização sindical em tempos de crise.

Leia também: Programa EFR da ACEGE certifica 98 empresas em Portugal

Fonte: Sapo

Simular quanto pode poupar nos seus seguros!

Não percas as principais notícias e dicas de Poupança

Não enviamos spam! Leia a nossa política de privacidade para mais informações.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Back To Top