Colômbia: centristas unem-se à extrema-direita nas eleições

As eleições presidenciais na Colômbia estão a gerar um clima de intensa polarização política. O candidato de extrema-direita, Abelardo de la Espriella, do movimento Defensores da Pátria, e o esquerdista Iván Cepeda, do Pacto Histórico, vão disputar a segunda volta marcada para 21 de junho. Na primeira fase, realizada no último domingo, De la Espriella surpreendeu ao obter 43,74% dos votos, totalizando mais de 10 milhões. Em contraste, Cepeda, apoiado pelo atual presidente Gustavo Petro, ficou em segundo lugar com 40,90% e 9,5 milhões de votos.

Este resultado complica a situação para Cepeda, que enfrenta agora uma dura batalha contra a bipolarização que se avizinha na segunda volta. A senadora Paloma Valencia, do partido Centro Democrático, obteve apenas 6,91% dos votos, o que representa 1,6 milhão. A sua performance ficou aquém das expectativas, levando-a a reconhecer a derrota e a declarar apoio a De la Espriella, o que reforça a candidatura da extrema-direita.

Em quarto lugar, Sergio Fajardo, do partido de centro Dignidade & Compromisso, conseguiu 4,26% dos votos, seguido pela ex-autarca de Bogotá, Claudia López, com apenas 0,94%. O cenário eleitoral foi ainda marcado por um clima de violência, incluindo o assassinato de um dos principais candidatos e atentados a bomba no sul do país, que resultaram em várias mortes.

Além disso, o governo de Petro acusou o regime conservador do Equador de tentar influenciar o resultado das eleições. O presidente equatoriano, Daniel Noboa, anunciou um alívio das barreiras aduaneiras entre os dois países, o que foi interpretado como uma manobra para favorecer De la Espriella.

Os principais temas da campanha incluíram o combate ao narcotráfico, a redução das desigualdades e a melhoria do sistema de saúde. Cepeda, que é filho de um líder comunista assassinado, prometeu buscar a paz com os cartéis armados através de negociações, uma abordagem que tem mostrado poucos resultados sob o governo atual e os anteriores. Por outro lado, Espriella defende uma ofensiva mais dura, propondo a construção de 10 megaprisões, semelhante ao modelo de El Salvador, para encarcerar os membros dos cartéis.

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As eleições na Colômbia refletem um momento crítico na política do país, onde a luta entre a extrema-direita e a esquerda se intensifica. Leia também: A polarização política na América Latina.

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Fonte: Sapo

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