Apoios aos combustíveis: Bombeiros e taxistas aguardam há dois meses

Bombeiros, Instituições Privadas de Solidariedade Social (IPSS) e taxistas continuam à espera de apoios aos combustíveis, que deveriam ter sido disponibilizados há dois meses. Até ao momento, não receberam qualquer ajuda para mitigar o impacto da subida dos preços dos combustíveis e não têm informações claras sobre as regras para se candidatarem a esses apoios.

A situação surgiu após a escalada do conflito no Médio Oriente, que levou o Governo a implementar um “desconto extraordinário e temporário” no Imposto sobre Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP). Este desconto visa aliviar o preço dos combustíveis, especialmente quando se verifica um aumento superior a dez cêntimos em relação aos preços da primeira semana de março. Desde 9 de março, esta medida tem permitido uma redução na fatura dos combustíveis nas bombas.

Em resposta à crescente incerteza, o Executivo anunciou um apoio extraordinário ao gasóleo profissional, aplicável a abastecimentos elegíveis entre 1 de abril e 30 de junho, com um limite de 15 mil litros por viatura. Este apoio destina-se a operadores de transportes e inclui também um apoio ao setor agrícola, florestal, das pescas e aquicultura, no valor de dez cêntimos por litro de gasóleo colorido e marcado.

Enquanto o apoio aos agricultores começará a ser pago em junho, conforme anunciado pelo ministro da Agricultura, os apoios aos bombeiros e taxistas ainda não foram operacionalizados. O decreto-lei de 31 de março prevê um apoio de 600 euros para entidades do setor social e um apoio correspondente a dez cêntimos por litro de gasóleo e gasolina utilizados por veículos de socorro e táxis, mas estes ainda estão atrasados.

Uma fonte oficial do Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) afirmou que “o procedimento de operacionalização será definido por regulamento a publicar oportunamente”. O IMT está em contacto com entidades públicas para disponibilizar as verbas e identificar os beneficiários elegíveis. No caso dos taxistas, a identificação é mais simples, pois os alvarás são atribuídos pelo IMT. No entanto, para os bombeiros e IPSS, o levantamento dos veículos elegíveis deve ser feito pelo Instituto da Segurança Social.

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Estão em causa 3,6 milhões de euros do Fundo Ambiental, conforme estipulado no despacho da ministra do Ambiente publicado na semana passada. Para que o IMT possa distribuir esses valores, é necessário que a verba seja transferida para o instituto e que uma portaria defina as regras de atribuição do apoio.

Os potenciais beneficiários aguardam ansiosamente por estes apoios aos combustíveis, que se tornam cada vez mais urgentes. Leia também: “Como os aumentos dos combustíveis afetam o setor social”.

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Fonte: ECO

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