Luís Souto Barreiros, presidente do IFAP I.P. – Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas, sublinhou a importância da “flexibilidade e agilidade” na gestão dos riscos climáticos, que se tornaram uma realidade constante. Durante o VIII Colóquio Hortofrutícola, realizado em São Teotónio, Odemira, Barreiros afirmou que é crucial estar preparado para agir rapidamente quando surgem problemas.
Os riscos climáticos, embora previsíveis, continuam a surpreender, tornando as análises históricas menos eficazes. Na União Europeia, há uma crescente consciência da necessidade de desenvolver novos mecanismos que se adaptem a esta nova realidade. “Os instrumentos que temos estão vocacionados para outras realidades. Temos que pensar em novos modelos e redesenhar o processo”, afirmou.
O presidente do IFAP I.P. referiu que, apesar das mudanças significativas nos seguros há uma década, a atualidade exige uma abordagem diferente. “Os apoios têm de ser diferentes, mais curtos no tempo e de forma diferente”, destacou, enfatizando a necessidade de abandonar as regras rígidas do passado. “É preciso parar de discutir e avançar”, acrescentou.
Barreiros partilha a visão de Helena Cortes Cavaco, vice-presidente da CCDR Alentejo, sobre a importância de uma resposta eficaz às tempestades. “Houve reação e foram implantados diversos instrumentos”, afirmou. No painel sobre o impacto económico dos choques climáticos, moderado por José Diogo Albuquerque, participaram também Carlos Vicente, da Vitacress, e Miguel Morgado, professor na Universidade Católica, que defendeu uma mudança de mentalidade na Europa, promovendo a ambição e o crescimento.
O painel concluiu que a agricultura deve ter uma visão mais integrada, semelhante à que já existe para a gestão da água. Os apoios devem ser mais flexíveis e os agricultores precisam de se preparar, pois os apoios sozinhos não são suficientes. Além disso, o setor deve adotar mais tecnologia e garantir que não haja discriminação entre pequenos e grandes agricultores. É fundamental acabar com a melancolia e melhorar a comunicação.
O Colóquio Hortofrutícola, uma iniciativa da Lusomorango em parceria com a Universidade Católica, contou com o Jornal Económico como media partner. Joel Vasconcelos, Diretor-Geral da Lusomorango, afirmou em entrevista ao Jornal Económico que “garantir água é criar riqueza, emprego, investimento e desenvolvimento para o país”.
Leia também: A importância da inovação na agricultura sustentável.
riscos climáticos riscos climáticos riscos climáticos Nota: análise relacionada com riscos climáticos.
Leia também: Wall Street adapta-se à nova era de comunicação da Reserva Federal
Fonte: Sapo





