Palácio da Ajuda reabre renovado até ao final do ano

O Palácio Nacional da Ajuda, um dos monumentos mais emblemáticos de Lisboa, está prestes a reabrir as suas portas ao público, após um processo de renovação que envolveu um investimento de 12,8 milhões de euros. As obras, que fazem parte do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), estão programadas para serem concluídas até ao final deste ano, com um prazo final estipulado para 31 de agosto.

As intervenções realizadas abrangeram diversas áreas do palácio, incluindo a estrutura, fachadas e decoração, permitindo a reabertura de três salas que estiveram encerradas ao público durante mais de um século. Estas salas, conhecidas como “do Tesouro”, foram anteriormente acessíveis durante o reinado de D. Luís, mas deixaram de o ser após a sua morte em 1889. Agora, estas áreas passarão a ser designadas como “reservas visitáveis”, oferecendo aos visitantes uma nova perspetiva sobre a história do palácio.

João Soalheiro, presidente do conselho diretivo do Património Cultural – Instituto Público (PC-IP), destacou a importância do Palácio da Ajuda na identidade cultural dos portugueses. “É um monumento muito querido e merece toda a atenção”, afirmou. O diretor do PNA, José Alberto Ribeiro, acrescentou que as obras incluíram a recuperação do ateliê de pintura de D. Luís, que apresentava infiltrações, e que agora será um espaço valorizado pelos visitantes.

Durante as obras, foram descobertos desenhos preparatórios e até algumas assinaturas de operários que trabalharam no palácio, revelando um pouco da história por detrás das paredes. Um dos achados notáveis foi a substituição de telhas em 1940, que está a ser estudada para possível preservação.

A construção do Palácio da Ajuda começou em 1802, durante o reinado de D. João VI, e tornou-se a residência real de D. Luís em 1861. As obras atuais não só visam a conservação do edifício, mas também a valorização do património cultural português. No total, estão a decorrer intervenções em 85 monumentos em todo o país, com a promessa de que as melhorias no Palácio da Ajuda continuarão mesmo após a conclusão das obras do PRR.

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A gestão dos financiamentos foi um desafio, com a necessidade de realocar verbas de outros equipamentos que não conseguirão cumprir os prazos. Por exemplo, o Museu Nacional de Arqueologia tinha um financiamento programado de 32 milhões de euros, mas a impossibilidade de execução levou à redistribuição de parte desse montante para o Palácio da Ajuda.

Com a reabertura do Palácio da Ajuda, espera-se que os visitantes possam apreciar não só a beleza arquitetónica do edifício, mas também a rica história que ele representa. Leia também: O impacto do PRR na recuperação do património em Portugal.

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Fonte: ECO

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