O primeiro-ministro, Luís Montenegro, reafirmou o compromisso do Governo em garantir condições adequadas para os professores que ensinam português no estrangeiro. Durante uma visita ao Luxemburgo, onde se encontrava com o Presidente da República, Montenegro destacou a importância da língua portuguesa como um elo vital para a comunidade.
“Àqueles que continuam a querer ensinar português, quero assegurar que faremos tudo para garantir as condições necessárias para que este trabalho possa prosseguir”, afirmou Montenegro no Centro Cultural Artikuss, enfatizando o papel da língua na ligação entre os portugueses espalhados pelo mundo.
A intervenção do primeiro-ministro surgiu após um encontro com professores e delegados sindicais que expressaram preocupações sobre o futuro regime jurídico do ensino do português no estrangeiro. Bruno Silva, um dos professores presentes, entregou uma proposta que visa assegurar uma transição cautelosa para o novo regime, evitando a exclusão dos educadores que atualmente fazem parte da rede de ensino português no estrangeiro (EPE).
“É crucial que a transição seja feita de forma ponderada, garantindo que a qualidade do ensino do português no estrangeiro não seja comprometida”, alertou Silva. Os professores temem que a introdução de limitações, como a redução dos períodos de comissões de serviço, possa criar um “grave fator de instabilidade estrutural” na rede de ensino.
O primeiro-ministro e o Presidente da República mostraram-se receptivos às preocupações apresentadas, prometendo uma análise cuidadosa da situação. Montenegro sublinhou que a língua portuguesa é um ativo económico importante, capaz de abrir novos horizontes de interação entre Portugal e a sua comunidade global.
Além disso, o primeiro-ministro partilhou a emoção que sentiu ao ouvir os alunos falarem sobre o que Portugal representa para eles, destacando a ligação emocional que a língua proporciona. “A língua é fundamental para manter viva essa chama e para nos aproximar”, disse.
Montenegro também mencionou a recente eleição de Portugal para o Conselho de Segurança das Nações Unidas como exemplo da relevância do país a nível internacional. “Fomos o país mais votado numa eleição disputada com a Alemanha e a Áustria”, frisou.
Este evento marca o primeiro Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas celebrado no Luxemburgo, com Montenegro e o Presidente da República a encontrarem-se com a comunidade portuguesa. As celebrações continuarão em território nacional, na ilha Terceira, nos dias 09 e 10 de junho.
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Fonte: Sapo





