O ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, expressou a sua oposição à criação de um exército europeu, sublinhando a importância da NATO como a principal estrutura de defesa da Europa. Em entrevista ao Jornal de Notícias e à rádio TSF, Melo afirmou que a NATO tem desempenhado um papel crucial na segurança europeia, destacando que “uma defesa europeia não é igualmente eficaz com ou sem Estados Unidos”.
O ministro lembrou que a Organização do Tratado do Atlântico Norte tem sido fundamental para a dissuasão e defesa, especialmente pela colaboração com os Estados Unidos. “A NATO, enquanto organização de dissuasão e defesa, tem cumprido muito bem o seu papel”, disse Melo, reforçando a ideia de que a presença dos EUA é vital para a eficácia da defesa europeia.
Melo também abordou as tensões entre os membros europeus da NATO e a administração dos EUA, liderada pelo Presidente Donald Trump. O ministro desvalorizou essas tensões, afirmando que não se deve confundir a administração de um país com o seu povo. “As administrações são transitórias”, acrescentou.
O ministro destacou que a paz no continente europeu desde o final da Segunda Guerra Mundial deve-se, em grande parte, à presença da NATO, embora tenha reconhecido a complexidade do atual cenário, especialmente em relação ao conflito na Ucrânia. Em declarações anteriores, Nuno Melo já havia manifestado a sua posição contra um exército europeu, enfatizando a necessidade de fortalecer o pilar europeu de defesa dentro da NATO e de investir nas Forças Armadas nacionais.
“Tendencialmente sou contra a ideia de um exército europeu, mas isso não impede que, no contexto da União Europeia, devamos articular uma Defesa comum”, afirmou o ministro, durante uma reunião dos ministros da Defesa da UE em Bruxelas. Para Melo, o foco deve ser em melhorar as condições dos militares e modernizar infraestruturas e equipamentos, em vez de criar uma nova força militar.
A proposta de um exército europeu tem ganhado apoio em alguns países, como Espanha, que defende a sua criação imediata como forma de garantir a liberdade europeia num ambiente de crescente tensão com os EUA. No entanto, essa ideia foi rejeitada pela Alta Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, Kaja Kallas, que considera a proposta ilusória e defende o reforço das Forças Armadas dos países europeus.
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Fonte: Sapo





