Clientes da Spinumviva disponíveis na declaração de Luís Montenegro

A lista de clientes da Spinumviva já está acessível ao público na plataforma da Entidade para a Transparência (EpT), integrada na declaração de interesses do primeiro-ministro, Luís Montenegro. Esta informação, agora disponível no separador “Registo de interesses”, cumpre uma exigência da EpT, que supervisiona a declaração única de rendimentos, património e interesses dos titulares de cargos políticos.

Até há algumas semanas, não havia qualquer informação sobre os clientes da Spinumviva nessa plataforma. Contudo, os dados foram atualizados na declaração mais recente do primeiro-ministro, datada de 5 de maio. A lista agora publicada não apresenta novidades em relação àquela divulgada anteriormente por Luís Montenegro e pelo semanário Expresso em abril de 2025.

Os clientes identificados incluem empresas como Rádio Popular, SA; Lopes Barata, Consultoria e Gestão, Lda; e Ferpinta, entre outras. A maioria dos serviços prestados pela Spinumviva está relacionada com a proteção de dados pessoais e a aplicação do Regime Geral de Proteção de Dados (RGPD), abrangendo clientes como INETUM, Grupel e Solverde. Além disso, a empresa também forneceu consultoria de gestão à Portucalense Beetsteel e à Portugalenses Transportes.

Outro serviço mencionado na declaração refere-se à reestruturação de uma empresa familiar de comércio de combustíveis, que envolve consultoria de gestão e planeamento estratégico. Esta informação é relevante, dado o contexto em que a Spinumviva opera.

Na mesma declaração, Luís Montenegro fez um pedido para que a consulta da matriz do seu património imobiliário fosse oposta, uma questão que já tinha sido noticiada anteriormente. O primeiro-ministro também interpôs dois novos recursos contra decisões da Entidade para a Transparência, visando impedir a consulta das suas contas bancárias e dos serviços prestados pela Spinumviva.

Montenegro reiterou que não houve incumprimento na sua declaração, sublinhando que as questões em discussão têm uma natureza jurídica e estão à espera de uma decisão do Tribunal Constitucional. O gabinete do primeiro-ministro esclareceu que a correspondência com o Tribunal se limitou a adaptar a instância a uma nova deliberação da EpT, mantendo inalterados o objeto e a questão jurídica em apreciação.

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Fonte: ECO

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