O Banco Central Europeu (BCE) implementou restrições à fintech Revolut no ano passado, segundo revelou o Financial Times. Estas limitações à filial europeia da empresa, que tem sede no Reino Unido, surgiram devido a preocupações sobre a velocidade com que a Revolut aprova novos produtos financeiros.
Fontes consultadas pela publicação britânica indicam que estas restrições temporárias, que foram introduzidas durante o verão de 2022, permanecerão em vigor até que a fintech corrija as “deficiências” nos seus processos de aprovação. Para isso, a Revolut foi obrigada a submeter as suas funções de risco, conformidade e jurídicas a uma revisão por terceiros, com o objetivo de garantir que os lançamentos de novos produtos na Europa sejam realizados de forma mais controlada.
Além disso, as restrições foram ainda mais rigorosas para a filial europeia da Revolut fora do espaço europeu, limitando a sua capacidade de realizar aquisições ou de atrair novos clientes fora do continente. O conselho europeu da Revolut foi informado sobre estas restrições em julho de 2025, o que gerou preocupações sobre o futuro da empresa.
Desde a implementação destas medidas, a Revolut tem trabalhado para melhorar os seus processos internos de lançamento de produtos. A fintech afirmou que tem realizado análises mais rigorosas das novas iniciativas, envolvendo especialistas internos para garantir que os padrões de qualidade e conformidade sejam cumpridos.
Em resposta às preocupações do BCE, a Revolut destacou que mantém um “diálogo contínuo e construtivo” com os seus reguladores, incluindo o Banco Central Europeu. A empresa reafirmou o seu compromisso com os mais elevados padrões de governação e gestão de riscos, sublinhando que reforça regularmente o seu ambiente de controlo interno e os seus processos operacionais.
Até ao momento, o BCE não fez comentários sobre a situação. A Revolut, que se posiciona como um banco totalmente licenciado, continua a enfrentar desafios na sua operação na Europa, mas demonstra uma vontade de se adaptar às exigências regulatórias.
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Fonte: Sapo





