A operadora de telecomunicações Meo, pertencente ao grupo Altice, solicitou ao Governo o estatuto de empresa em reestruturação, o qual já foi concedido. Esta medida visa facilitar a saída de 1.200 trabalhadores por mútuo acordo, no âmbito de um programa de transformação interna. A informação foi avançada pelo jornal Público.
A Meo declarou que, no contexto do seu programa de transformação, tem priorizado soluções que permitam a saída voluntária dos colaboradores, sempre em colaboração com as estruturas representativas dos trabalhadores. A empresa sublinha que cada decisão é tomada de forma livre e informada, garantindo que o processo respeita os direitos dos funcionários.
O pedido de estatuto de reestruturação foi apresentado em 2025 e a sua atribuição ocorreu no início deste ano. Em janeiro de 2026, o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social confirmou que foi emitido um despacho que concede este estatuto até ao dia 30 de junho de 2026. Este estatuto é essencial para a Meo, pois permite a reestruturação necessária para assegurar a sustentabilidade financeira da empresa.
A atribuição do estatuto de empresa em reestruturação facilita a rescisão de contratos com os trabalhadores, permitindo à Meo ultrapassar as quotas legalmente estabelecidas para saídas por mútuo acordo, o que inclui a possibilidade de atribuição de subsídio de desemprego. Esta medida é vista como um passo importante para a adaptação da empresa às novas exigências do mercado.
A Meo está a implementar mudanças significativas para se manter competitiva num setor em constante evolução. A reestruturação é uma estratégia que muitas empresas adotam para garantir a sua viabilidade a longo prazo. Neste contexto, a saída de 1.200 trabalhadores representa um esforço da Meo para alinhar a sua operação com as realidades económicas atuais.
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Fonte: ECO





